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O alho (Allium sativum L.) apresenta elevada importância econômica e social, porém a ocorrência do denominado “alho sorriso”, caracterizado pela exposição dos bulbilhos devido à ausência ou má formação da túnica externa, compromete a aparência e a comercialização dos bulbos. Essa anomalia está associada a fatores genéticos, ambientais e de manejo, incluindo a nutrição mineral. Assim, objetivou-se avaliar a influência de diferentes protocolos de nutrição mineral sobre a formação de “alho sorriso”. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e cinco repetições. Bulbilhos da variedade Ito foram cultivados em vasos contendo substrato comercial e submetidos a diferentes protocolos de adubação nitrogenada, fosfatada e potássica. Ao final do experimento, avaliaram-se a massa fresca e seca das plantas, a relação entre os diâmetros longitudinal e transversal (DL/DT), o maior diâmetro dos bulbos e o número de bulbilhos por bulbo. Os dados foram submetidos à análise estatística, com teste de comparação de médias a 5% de probabilidade. Não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos para massa fresca, massa seca, relação DL/DT e maior diâmetro dos bulbos. Apenas o número de bulbilhos por bulbo diferiu significativamente entre os protocolos. As maiores doses de nitrogênio, fósforo e potássio promoveram bulbos com maior número de bulbilhos, sem alterar sua massa ou conformação. Conclui-se que, nas condições avaliadas, o aumento das doses desses macronutrientes não foi determinante para a ocorrência do “alho sorriso”, indicando maior influência de fatores genéticos, ambientais ou de manejo.
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