PADRÕES DE VARIAÇÃO INTRATESTA DO TEOR DE MG E CA EM GLOBIGERINOIDES RUBER E GLOBOROTALIA MENARDII (FORAMINÍFEROS PLANCTÔNICOS)

Vol. 2, 2019. - 118603
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Resumo

A razão Mg/Ca medida nas carapaças calcárias de foraminíferos é um dos _proxies_ mais utilizados para estimar paleotemperaturas, uma vez que há uma correlação positiva entre a temperatura no momento da calcificação e a assimilação de Mg na estrutura da calcita. Porém, devido à migração dos foraminíferos planctônicos na coluna d'água (diferentes habitats) durante o ciclo de vida, existem distintos padrões internos de assimilação de Mg, variando tanto das câmaras mais jovens para as mais velhas, quanto das camadas (lamelas) internas para as externas (da parede calcária). Assim, o objetivo deste estudo é fazer um mapeamento de precisão dos teores de Mg nas câmaras precipitadas sequencialmente nos foraminíferos, comparando espécies que habitam diferentes intervalos de profundidade. Foram analisadas carapaças de foraminíferos planctônicos _Globorotalia menardii_ e _Globigerinoides ruber_ (_pink_) provenientes de sedimentos recentes coletados na Bacia de Pelotas (29º59'24"S, 47º49'12"W, 505 m de profundidade). As amostras foram preparadas em seção polida, a fim de observar as carapaças em corte, e analisadas em microssonda eletrônica. Foram obtidas imagens de elétrons retroespalhados gerando mapas composicionais, com 15 kV e 40 nA. Além do Mg e Ca, foram obtidas imagens de Na, Sr, Ba e Mn para estudos futuros. Os primeiros dados não permitiram identificar a variação do teor de Mg conforme o padrão geral de sobreposição das câmaras. Os melhores resultados foram identificados para o Ca, com valores maiores na última câmara em relação às demais, principalmente em _G. ruber_. Porém, devido à resolução, não foi possível observar diferenças entre as lamelas de uma mesma câmara, mesmo em _G. menardii_, cuja parede tem maior espessura. Embora não tenha sido observada a relação decrescente de Mg das câmaras internas para as externas, há uma relação inversa com o Ca. Uma vez que o Mg entra na estrutura da calcita no lugar do Ca, estes resultados mostraram um aumento de Ca nas câmaras finais, indiretamente refletindo uma menor incorporação de Mg e demais elementos à medida que o foraminífero migra na coluna d'água. Na próxima etapa, ainda utilizando a microssonda, serão mapeados apenas pontos estratégicos, como a intersecção entre câmaras, melhorando a resolução das análises. [PNPD CAPES; IODP-CAPES 88887.091727/2014-01].

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação em Geociências, Instituto de Geociências, Porto Alegre, RS e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Paleontologia e Estratigrafia, Porto Alegre, RS
  • 2 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Paleontologia e Estratigrafia, Instituto de Geociências, Laboratório de Microfósseis Calcários, Porto Alegre, RS.
Eixo Temático
  • Cenários: Paleoecologia e Paleoambientes