ESTROMATÓLITOS, OÓLITOS E ONCÓLITOS SILICIFICADOS EM DEPÓSITOS COLUVIONARES ASSOCIADOS AO GRUPO BAURU, BACIA DO PARANÁ, ITUIUTABA, MG

Vol. 2, 2019. - 118425
Oral
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Resumo

"Na região de Ituiutaba (MG) é comum a ocorrência de seixos de composição silicosa em acumulações regolíticas associados a regiões de topografia mais desenvolvida, como a Serra do Corpo Seco. Os seixos silicosos também fazem parte do arcabouço sedimentar das rochas Cretáceas do Grupo Bauru, juntamente com clastos quartzosos, basálticos e argilosos, que variam de grânulos a calhaus. Clastos polimíticos são frequentemente reportados na literatura, que descreve a unidade incluindo depósitos de arenitos e conglomerados associados a leques aluviais e sistemas fluviais. Parte significativa dos clastos sob estudo preserva feições tipicamente estromatolíticas, oolíticas e oncolíticas ainda não registradas na literatura sobre o Grupo Bauru. Por se tratar de material de origem biológica, a caracterização desses seixos poderá auxiliar no entendimento do contexto geológico dos depósitos associados. A diversidade morfológica dos carbonatos microbiais e estromatólitos descritos em regiões vicinais à área de ocorrência dos clastos é importante para comparações morfológicas macroscópicas e petrográficas com materiais já descritos na literatura. Composição semelhante foi reportada décadas atrás em amostras de cascalheiras do rio Araguaia, na região de Barra do Garças, MT, e das cascalheiras do rio Paraná, próximo a Castilho, SP, demonstrando a presença desses clastos silicosos em área que extrapola a extensão do Grupo Bauru. Além disso, regionalmente, as rochas da área de estudo são mapeadas geologicamente como arenitos do Grupo Bauru (localmente associados à Formação Vale do Rio do Peixe) e Basaltos da Formação Serra Geral. Até o momento desconhece-se a ocorrência de rochas de origem microbial nos depósitos do Grupo Bauru. As unidades vicinais à área de estudo, como as do Grupo Bambui e Grupo Vazante do Neoproterozoico, incluem registros de fósseis microbiais, porém quando analisados quanto a morfologia nota-se que diferem do material encontrado na área de estudo. No grupo Bambuí são encontrados predominantemente trombólitos, já no Grupo Vazante estromatólitos colunares. Comparações adicionais com materiais microbialíticos de unidades de ocorrência regionais poderão revelar a gênese desses clastos enigmáticos, bem como o potencial de retrabalhamento dos leques aluviais e rios Cretáceos do Grupo Bauru.

Instituições
  • 1 Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia, campus Monte Carmelo, MG
  • 2 Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental, Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP
  • 3 Faculdade de Ciências Integradas do Pontal, Universidade Federal de Uberlândia, campus Ituiutaba, MG
  • 4 Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva, Universidade Federal de São Paulo, campus Diadema
Eixo Temático
  • Forma: Morfologia e Descrições