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Diversos fósseis associados a saurópodes já foram coletados na Formação São José do Rio Preto (SJRP), porém, em grande parte desarticulados e retrabalhados. A formação SJRP é associada ao Cretáceo Superior (Santoniano) e não apresenta sinais de retrabalhamento. Ela foi encontrada praticamente inteira, sem quebras retilíneas (com ângulos retos),o que ocorre com frequência nestes depósitos. A escápula apresentada neste estudo foi fragmentada quando foi revelada por maquinário durante obras na dodovia BR-456. Porém, apenas uma pequena parte foi perdida pela fragmentação. O nível estratigráfico apresenta um acamamento cimentado por carbonato de cálcio, que selou e protegeu o fóssil após o sepultamento. A escápula foi coletada com o seu lado côncavo para baixo, apresentando típica movimentação de arrasto fluvial, como acontece com conchas bivalves (com formato semelhante). A escápula foi desarticulada do restante do esqueleto, sofreu transporte, algum intemperismo físico e finalmente foi depositada por rios entrelaçados. Durante a diagênese do fóssil, a pressão sobre material resultou em fissuras preenchidas por sedimentos finos/carbonáticos e no achatamento da mesma. Mesmo danificada, foi possível a recuperação do material para análise. Após o preparo no laboratório, a escápula apresentou 71 centímetros de comprimento, com mais de 90% de sua estrutura preservada. É possível fazer alguma analogia para calcular o tamanho aproximado deste espécime. A partir de comparações, foi possível chegar à conclusão que este espécime teria entre 10 e 12 metros de comprimento.
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