ANÁLISE ESTRATIGRÁFICA E PALEONTOLÓGICA DAS SEQUÊNCIAS CONTINENTAIS E MARINHAS DO NORTE DO VALE DO RIO DE LAS CHINAS (MAGALLANES, CHILE)

Vol. 2, 2019. - 118504
Oral
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

O Vale do Rio de las Chinas está localizado a 350 km no norte de Punta Arenas (Província de Última Esperanza, Região de Magallanes y Antártica Chilena). Em esta zona são reconhecidas três unidades litoestratigráficas do Cretáceo Superior – Paleógeno: as formações Tres Pasos (Campaniano), Dorotea (Campaniano superior – Daniano) e Man Aike (Eoceno medio), depositadas em um sistema de bacia de antepaís, no estágio de preenchimento da Bacia de Magallanes/Austral. O objetivo deste estudo é realizar uma análise sedimentológica e paleontológica na vertente oriental do vale, delimitando níveis continentais e marinhos. Deste modo, pretende-se estudar a biota registrada nas assembleias de fósseis presentes. Para isto, 23 colunas estratigráficas foram feitas durante cinco saídas de campo no mês de fevereiro (2015-2019). Foi realizado o reconhecimento do conteúdo fossilífero, icnológico e das fácies sedimentares ao longo da sucessão. A sequência estudada inclui afloramentos da Formação Dorotea, compostos por uma alternância de arenitos, siltitos e, em menor quantidade, conglomerados, e Formação Man Aike, composta por conglomerados e arenitos. Foram reconhecidas quatro sequências de terceira ordem, marcadas por limites abruptos. As sucessões são caracterizadas por um trato de mar baixo (LST) que consiste em fácies continentais associadas a um ambiente fluvial meandriforme, fluvial entrelaçado e lacustre. Em estas fácies se há registrado ossos de ornitísquios, terópodes, saurópodes, mamíferos, sapos, tartarugas, aves e abundante paleoflora fóssil de pteridofitas (Osmundaceae, Schizaeaceae, Cyatheaceae), gimnospermas (Araucariaceae, Podocarpaceae) e angiospermas (Nothofagaceae, Myrtaceae, Malvaceae). Na seção superior, observa-se o desenvolvimento do trato transgressivo (TST) representado por ambientes de _shoreface_ e _foreshore_, (eventualmente _offshore_), com uma fauna marinha composta por bivalves, gastrópodes, briozoários, tubarões, mosassauros e plesiossauros. Análises radiométricas baseadas em zircões detríticos (U-Pb) datam a sequência como sendo do Campaniano superior – Maastrichtiano inferior até Eoceno. [Projeto Fondecyt N°1151389, Projeto Anillo ACT-172099, Estancia Cerro Guido, CAPES/PROSUC].

Instituições
  • 1 Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Programa de Pós-graduação em Geologia, São Leopoldo, RS.
  • 2 Universidad de Concepción, Departamento de Ciencias de la Tierra, Concepción, Chile.
  • 3 Instituto Antártico Chileno, Laboratorio de Paleobiología de Patagonia y Antártica, Punta Arenas, Chile.
  • 4 Universidad de Chile, Red Paleontológica U.Chile, Laboratorio de Ontogenia y Filogenia, Facultad de Ciencias, Santiago, Chile.
  • 5 Instituto Antártico Chileno, Laboratorio de Paleobiología de Patagonia y Antártica, Punta Arenas, Chile.
Eixo Temático
  • Cenários: Paleoecologia e Paleoambientes