A PALEOFAUNA DE VERTEBRADOS DA LOCALIDADE PRJ 33 (MIOCENO SUPERIOR, FORMAÇÃO SOLIMÕES), ALTO RIO JURUÁ, ACRE

Vol. 2, 2019. - 118376
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Resumo

Nos últimos anos, achados de vertebrados em afloramentos fossilíferos da Formação Solimões (Bacia do Acre) tem permitido ampliar o conhecimento da paleofauna da Amazônia Sul-Ocidental, principalmente na região do Alto Rio Juruá. Tais dados têm contribuído significativamente para o entendimento da origem e evolução de grupos na América do Sul, principalmente daqueles que se diversificaram na região norte ao longo do Neógeno. Em 2008 a equipe do Laboratório de Paleontologia do Campus Floresta (LPCF) da Universidade Federal do Acre (UFAC) e colaboradores registraram uma nova localidade fossilífera para o Alto Rio Juruá, denominada de PRJ 33; revisitada em 2014 e 2016. Sedimentos desta localidade, após preparação pelo processo de _screen washing_ com a utilização de solução aquosa de peróxido de hidrogênio 10 Vol. e posterior triagem em lupa estereoscópica, possibilitou reconhecer fósseis de peixes, em sua maioria dentes, restos de anfíbios, vértebras de serpentes e dentes de mamíferos. O material, sob estudo, está depositado no LPCF/UFAC. A paleofauna de vertebrados identificada compreende até o momento os seguintes táxons: 1- Chondrichthyes, Potamotrygonidae; 2 - Actinopterygii com representantes das ordens Characiformes, famílias Anostomidae (piaus), Cynodontidae (cachorras e gatas), Erythrinidae (traíras e jejús) e Serrasalmidae (pacus e piranhas) e Siluriformes, Loricariidae (cascudos) - grande parte do material identificado para os peixes foram dentes completos e fragmentados, com exceção de Loricariidae, identificados com base a espinhos das nadadeiras peitoral e dorsal; 3 - Amphibia, Anura, cujo os restos compreendem fragmentos de úmeros e íleos; 4- Squamata, Serpentes, material identificado através de vértebras; 5- Mammalia, Rodentia, identificados por meio de dentes molares e incisivos. A fauna registrada, principalmente a de peixes, corrobora a ideia de um paleoambiente na Amazônia pretérita, com grandes corpos de água, semelhante a um grande pântano. Como continuidade do estudo, os fósseis serão separados e analisados tafonomicamente, levando em consideração o conteúdo fossilífero de camada sedimentar identificada. Estes dados, em conjunto com datações radiométricas e identificações taxonômicas mais inclusivas, podem trazer subsídios para uma discussão mais ampla acerca das mudanças faunísticas e ambientais durante o Neógeno ampliando o conhecimento paleofaunístico da Amazônia Sul-Ocidental, principalmente aquele da região do Alto Rio Juruá [FAPESP 2011/14080-0]

Instituições
  • 1 Laboratório de Paleontologia, Campus Floresta-UFAC, Cruzeiro do Sul, AC
  • 2 Laboratório de Anatomia e Fisiologia Comparada, Campus Floresta-UFAC, Cruzeiro do Sul, AC e Laboratório de Elasmobrânquios do Campus do Litoral Paulista-UNESP, São Vicente, SP
  • 3 Museu de Ciências Naturais e Jardim Botânico/SEMAI, Porto Alegre, RS
  • 4 Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, UFSM, São João do Polêsine, RS
  • 5 Laboratório de Paleontologia, Departamento de Biologia, FFCLRP/USP, Ribeirão Preto, SP
Eixo Temático
  • Forma: Morfologia e Descrições