RECONSTRUÇÃO DIGITAL E DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DA MANDÍBULA DE PROTEROCHAMPSA NODOSA BARBERENA, 1982 (ARCHOSAURIFORMES, PROTEROCHAMPSIA), SEQUÊNCIA CANDELÁRIA, TRIÁSSICO SUPERIOR

Vol. 2, 2019. - 118432
Poster
Favorite this paper
How to cite this paper?
Abstract

Os Proterochampsidae são arcossauriformes endêmicos ao Gondwana do Triássico Médio e Superior, com representantes das Formações Ischigualasto e Chañares da Argentina e da Supersequência Santa Maria do Rio Grande do Sul. _Proterochampsa nodosa_ provém do município de Candelária, de localidade distante 10 km a oeste do Cerro Boturaraí. O espécime é um crânio de 41 cm, achatado dorsoventralmente e com marcadas ornamentações nodulares. A mandíbula está em oclusão, e as fenestras e narinas são dorsalizadas. O espécime está quase completo, tendo perdido a porção posterior direita da região temporal, da mandíbula e de seu basicrânio. _Proterochampsa nodosa_ foi submetido a tomografia computadorizada médica, com espessura dos tomogramas de 0.6 cm, resultando em 739 _slices_ tomográficos. As tomografias foram preparadas digitalmente no _software_ Avizo o que permitiu até o momento isolar a mandíbula. A mandíbula tem formato de V em vista dorsal e é mais curta que o crânio. O ramo mandibular esquerdo se encontra completo, mas distorcido, com sua superfície ventral levemente voltada lingualmente e a fileira dentária inclinada labialmente. O dentário é relativamente esguio quando comparado à região posterior da mandíbula, que é robusta. A sínfise dos dentários é longitudinalmente alongada e se estende posteriormente até o nível da margem anterior das fossas nasais. Os dentários contam com 38 dentes preservados ao todo, sendo 18 dentes no dentário esquerdo e 20 no direito. Os dentes de _P. nodosa_ não variam em formato, mas sim em tamanho, sendo os elementos da porção rostral maiores. Aparentemente, os dentes não possuem serrilhas e possuem raízes profundas. A fenestra mandibular é extensa e dorsoventralmente alta, apresentando uma aba lateral proeminente em sua margem dorsal. A região posterior da mandíbula é composta majoritariamente pelo angular e supra-angular, e altamente ornamentada em sua superfície ventral. Vale destacar que a porção terminal da mandíbula descreve um ângulo reto, pois o processo retroarticular da mandíbula é incipiente em _P. nodosa_, sendo que a ausência dessa estrutura é uma sinapomorfia do gênero, compartilhado com o táxon irmão argentino _Proterochampsa barrionuevoi_. [CAPES 1841866 /2019-2]

Institutions
  • 1 Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS
  • 2 Departamento de Paleontologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
  • 3 Laboratório de Paleobiologia, Universidade Federal do Pampa, São Gabriel, RS
Track
  • Forma: Morfologia e Descrições