OSTEOHISTOLOGIA, IDENTIFICAÇÃO ONTOGENÉTICA E ESTILO DE VIDA DE PLESIOSAURIA (ELASMOSAURIDAE) DA PENÍNSULA ANTÁRTICA

Vol. 2, 2019. - 118500
Oral
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Abstract

Elasmosauridae é um grupo monofilético de Plesiossauros com pescoços longos com 30 vértebras cervicais e surgiram durante o Cretáceo Inferior. Sua distribuição é cosmopolita incluindo a Antártica. Sabe-se que a microanatomia e microestrutura óssea são alteradas ao longo da ontogenia em Plesiossauros. Nos juvenis o esqueleto é compacto e denso com recorrência de osteosclerose e paquiostose. Aprsentam taxas metabólicas e de crescimento mais baixas habitando zonas costeiras de águas mais rasas. Quando adultos, os ossos diminuem a massa e densidade resultando em um esqueleto que exibe um padrão osteoporótico. Neste estudo, foram analisados dois fragmentos ósseos do Cretáceo Superior, AK-317 e CAV-A11. Ambos provenientes da Sub-bacia James Ross, Grupo Marambio, Formação Santa Marta na Península Antártica. Os valores do índice de compactação obtidos com uso do aplicativo BoneProfiler®, variaram entre 0,943 e 0,974, confirmando a presença do tecido osteoclerótico. A osteohistologia em AK-317 e CAV-A11 é constituída em sua totalidade por tecido ósseo primário do tipo entrelaçado fibroso com alta vascularização e lacunas de osteócitos. Os dois fragmentos apresentam poucas zonas de erosão com uma organização interna compacta, rede vascular reticular e ausência de cavidade medular. O córtex plexiforme de CAV-A11 difere de AK-317 por apresentar grande espessura, separação da medula e mudança na organização tecidual mais acentuadas. A presença da cartilagem nestes répteis indicaria que o tecido ósseo ainda não teria sido depositado completamente, sendo necessários mais cortes ao longo da diáfise para comprovar estas hipóteses. Não foram encontrados EFS, anulli nem ósteons primários e secundários em nenhuma das amostras. Este estudo fornece dados sobre a presença de Plesiossauros juvenis que habitavam águas marinhas rasas. A presença de dois espécimes na Ilha James Ross indica que a região estava sendo utilizada como uma possível "área de reprodução" para répteis marinhos no Cretáceo Superior na Península Antártica. [CNPq 442677/2018-9; FACEPE BIC-0678-2.04/18]

Institutions
  • 1 Laboratório de Paleobiologia e Microestruturas, Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico de Vitória, PE.
  • 2 Laboratório de Sistemática e Tafonomia de Vertebrados Fósseis, Departamento de Geologia e Paleontologia, Museu Nacional-Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.
Track
  • I Simpósio Brasileiro de Paleontologia Antártica