MODELAGEM 3D BASEADA EM TOMOGRAFIA SINCROTRON EM CONODONTES IDIOGNATHODUS E NEOGNATHODUS, PENSILVANIANO, FORMAÇÃO ITAITUBA, BACIA DO AMAZONAS, BRASIL

Vol. 2, 2019. - 118323
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Abstract

A microtomografia de raios-X permite a análise de centenas de seções microtomográficas e visualização tridimensional interna da amostra, além de quantificações automatizadas da área. Na microtomografia computadorizada é feita uma reconstrução matemática com os dados adquiridos das projeções de raios-X na amostra, para produção de cortes transversais, perpendiculares ao eixo axial do material analisado, produzindo uma imagem mais próxima do real. Por apresentar atenuação média de cada elemento de volume, é possível também extrair informação com contraste de densidade dos materiais, de forma não invasiva ou destrutiva. Os elementos conodontes são peças denticuladas milimétricas de fluorapatita, presentes no aparelho bucal dos animais conodontes, cordados primitivos que viveram nos mares do Paleozoico ao Triássico, os quais fossilizaram em carbonatos e folhelhos, levando consigo importantes informações paleoecológicas e bioestratigráficas desses estratos. O objetivo deste trabalho foi criar um modelo 3D de elementos conodontes dos gêneros _Idiognathodus_ e _Neognathodus_. Para isso, foi selecionado um elemento plataformado de cada gênero, recuperados através da desagregação mecânica e química (ácido acético) de rochas carbonáticas marinhas pensilvanianas, da Formação Itaituba, aflorantes na região sul do estado do Pará, na Bacia do Amazonas. Os conodontes foram levados ao Laboratório Nacional de Luz Sincrotron - LNLS no CNPEM em Campinas, SP. Após o imageamento, foi possível, através do _software_ Avizo, realizar a modelagem 3D, que permite avaliar a morfometria dos conodontes. Com o modelamento é possível calcular o efeito da ejeção de partículas alfa, correção necessária para realizar estudos de termocronologia (U-Th)/He nestas fluorapatitas. Este tipo de caracterização é importante para traçar, por exemplo, a história de subsidência e exposição da sedimentação, onde são utilizados zircões e apatitas, minerais presentes em rochas ígneas, metamórficas e siliciclásticas, mas pouco frequentes em carbonatos marinhos, onde os conodontes são abundantes. Além disso, auxilia no estudo taxonômico e tafonômico destes microfósseis, para a designação de novas espécies e das feições que as caracterizam.

Institutions
  • 1 INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, PORTO ALEGRE, RS
  • 2 Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais, Laboratório Nacional de Luz Sincrotron, Campinas, SP
  • 3 Departamento de Paleontologia e Estratigrafia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
  • 4 Pós-Graduação em Geociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS
  • 5 Pós-Graduação em Geociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS e Escuela de Geología, Universidad Industrial de Santander, Colômbia
  • 6 PROFIS
  • 7 Departamento de Biologia, Universidade Federal de São Carlos, Sorocaba, SP
Track
  • Forma: Morfologia e Descrições