ESTUDOS PALEOAMBIENTAIS COM BASE EM MORFOGRUPOS DE FORAMINÍFEROS DA FORMAÇÃO ROMUALDO, APTIANO-ALBIANO DA BACIA DO ARARIPE, NORDESTE DO BRASIL

Vol. 2, 2019. - 118585
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Abstract

A classificação de foraminíferos por morfogrupos é uma importante ferramenta para reconstruções paleoecológicas, tal classificação utiliza as características morfológicas das carapaças de foraminíferos correlacionando com sua função ecológica. Geralmente, as informações dadas através de morfogrupos, servem para complementar dados paleoambientais difíceis de serem explorados a partir da análise individual específica. O objetivo desse trabalho foi inferir informações paleoambientais do Aptiano-Albiano da Bacia do Araripe, com base na análise de morfogrupos de foraminíferos. No presente trabalho, foram analisadas 42 amostras de quatro afloramentos (AF1, AF2, AF3 e AF4) localizados na porção centro-sul da Bacia do Araripe, PE. As amostras foram mergulhadas em peróxido de hidrogênio, lavadas, secas em estufa e triadas sob lupa estereoscópica. Foram identificadas 9 espécies de foraminíferos bentônicos. São elas: _Agathammina pusilla, Agathammina sp., Spiroloculina sp1. Spiroloculina sp2, Quinqueloculina sp. Astacolus sp., Orthokarstenia sp., Conorboides minutissima e Lingulogavelinela ciryi_. As espécies identificadas foram separadas em três morfogrupos (A, B e C). O morfogrupo A é composto pelos gêneros com arranjo planoespiral ou similar ao quinqueloculina como, Agathammina, Spiroloculina e Quinqueloculina gêneros considerados epifaunais. O morfogrupo B composto pelos gêneros infaunais de morfologia alongada e unisserial, Astacolus e Orthokarstenia e o morfogrupo C, composto pelos gêneros Conorboides e Lingulogavelinela, espécimes que possuem enrolamento trocoespiral consideradas infaunais. O morfogrupo A tem sua ocorrência nos quatro afloramentos, porém os morfogrupos B e C só ocorrem nos afloramentos AF1 e AF2. Através das análises realizadas com os morfogrupos foi possível inferir uma variação na paleoprofundidade nos níveis amostrados. O aumento de espécies infaunais em determinados níveis dos afloramentos AF1 e AF2, demonstra maior produtividade orgânica e uma provável redução nos níveis e oxigenação do meio, como também uma restrição no nicho ecológico em virtude do aumento da lâmina d'agua, tal fato pode ser corroborado pela ocorrência de foraminíferos planctônicos e bioclastos de origem marinha nos mesmos níveis, reafirmando a interpretação de aumento de profundidade naquele ambiente.

Institutions
  • 1 Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Tecnologia e Geociências, Departamento de Geociências, Laboratório de Paleontologia - PALEOLAB, Recife, PE.
  • 2 Universidade Federal da Paraíba, Campus II, Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Ciências Biológicas, Areia, PB.
  • 3 Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Tecnologia e Geociências, Departamento de Geociências, Laboratório de Paleontologia - PALEOLAB, Recife, PE.
  • 4 PETROBRAS Research and Development Center, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ.
Track
  • Cenários: Paleoecologia e Paleoambientes