Favorite this paper
How to cite this paper?
Abstract

Com a intenção de democratizar um conhecimento estabelecido na academia, porém tímido em outros meios, a exposição itinerante "Quando era mar: fósseis do Estado do Pará" foi elaborada pretendendo divulgar, ao publico infanto-juvenil, os fósseis da Formação Pirabas. Mas, para que estes estejam aptos a exposição, precisam passar pelo processo de Musealização. Este trabalho pretende analisar as etapas deste processo. A seleção e aquisição acontecem através de coletas, na praia e em minas. O material é levado ao Laboratório de Conservação Preventiva de Patrimônio Móvel do Curso de Museologia da UFPA (LCPPM-Ufpa), para analises. Neste, acontecem a pesquisa, predominante na documentação. Esta, materializada na ficha catalográfica, registra todas as informações extrínsecas e intrínsecas do fóssil. A conservação é predominante na limpeza, uso de E.P.Is e acondicionamento. Com isso, temos o resgate desse material, objetivando impedir a destruição por ações antrópicas. Atualmente contamos com 470 fósseis tombados, sendo 339 de Primavera, 117 de Salinópolis e 14 de Marabá. Dentre eles, temos 93 exemplares de vertebrados como tubarões, raias, peixes ósseos, sirênios e quelônios, (sendo 45 de Primavera, 66 de Salinópolis e 2 de Marabá), 371 de invertebrados como moluscos, equinodermos, briozoários, crustáceos e cnidários (sendo 293 de Primavera, 66 de Salinópolis e 12 de Marabá) e 6 exemplos paleobotânicos (uma folha e 5 galhos). Todos acondicionados em embalagens de polietileno em uma sala com climatização monitorada com as médias: 24,44 °C e 66,93% de UR. Essa metodologia é fundamental para entender a natureza desses fosseis e, assim, melhor conservá-los. A exposição conta com uma equipe interdisciplinar formada por alunos e profissionais da biologia, geologia, paleontologia, museologia, artes visuais e designer. Concluímos que a Musealização é o elemento que disponibiliza o geopatrimônio amazônico a população local, correlacionado patrimônio e educação e fortificando afetividades. A interdisciplinaridade possibilita que a exposição seja apresentada por diversos pontos de vista que interagem e se complementam, possibilitando um conteúdo mais seguro, democrático e instigante ao público. Esta modalidade demonstra-se, ao longo de todo o processo, enriquecedora para divulgação e musealização do patrimônio geológico da Amazônia.

Institutions
  • 1 Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências da Arte, Faculdade de Artes Visuais, Belém, PA.
  • 2 Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências da Arte, Faculdade de Artes Visuais, Belém, PA.
  • 3 Universidade Federal do Pará, Instituto de Ciências Biológicas, Belém, PA.
  • 4 Universidade Federal do Pará, Pós-graduação em Ciências do Patrimônio Cultural, Instituto de Tecnologia, Belém, PA.
  • 5 Coordenação de Museologia do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, PA.
Track
  • Registro: Memória, Curadoria, Acervos e Geoconservação