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Introdução: Muito se fala em humanização da assistência e são discutidas algumas metodologias, como a medicina centrada na pessoa, tema amplo e bastante complexo. Objetivo: Relato de experiência que tem como objetivo descrever a experiência dos alunos em utilizar como abordagem nas visitas domiciliares o modelo centrado no indivíduo em paciente hipertenso. Descrição da experiência: O estágio foi realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Os alunos foram subdivididos, e eram realizadas visitas domiciliares intercaladas com discussão; período de fevereiro a junho de 2017. Foi utilizada como modelo pedagógico a metodologia ativa, em que estudantes e docente refletiram sobre problemas e traçavam estratégias de abordagem com enfoque na medicina centrada no paciente (MCP). Discussão: JMS tinha boa adesão ao serviço de saúde, era acompanhado regularmente, porém, não eram alcançados as metas de controle de pressão arterial (PA). Foram efetuadas orientações criteriosas sobre todas as medicações, sempre colocando-o como um responsável ativo. Após ajuste de medicação e com o início regular das visitas domiciliares com a abordagem descrita, houve um controle da PA. O modelo de MCP traz inúmeras vantagens: maior satisfação do cliente, maior adesão e resposta terapêutica, melhor satisfação do médico, maior eficiência do cuidado e menor custo para os serviços de saúde (RIBEIRO; AMARAL 2008). Além disso, o vínculo entre profissional e paciente é de extrema relevância para a adesão ao serviço de saúde e ao tratamento (DUARTE et al, 2010). A taxa de controle da PA em pacientes hipertensos varia nas diversas regiões brasileiras. A maior taxa encontrada foi de 51,8%. (FIGUEIREDO; ASAKURA, 2010). Conclusão: Ao inserirmos o cliente e sua família na abordagem e intervenção, houve uma maior confiança no nosso trabalho e melhor aceitação das metas de controle que sugeríamos em cada visita. Dessa forma, conseguimos manter a PA dentro dos limites aceitáveis.