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Variáveis de enfrentamentno pós operatório de mulheres submetidas à mastectomia radical

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Dentre as neoplasias, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres, sendo, também, o segundo mais frequente na população em geral. A mastectomia radical é uma das formas de tratamento desta neoplasia para mulheres pertencentes a populações consideradas de alto risco, tendo como base a retirada total da glândula mamária, para redução de reincidência tumoral e melhorar a expectativa de vida. A mudança do conceito de qualidade de vida trouxe um novo significado para a visão terapêutica deste tipo de neoplasia, indo além de preocupações com as taxas de mortalidade. Prever consequências físicas (dano à imagem corporal), psicológicas (distúrbios de sexualidade, estresse, ansiedade) e sociais tornou-se uma grande prioridade. Este estudo se prezou por dar voz a algumas mulheres que passaram por todos esses processos do tratamento e entender como refinar a prática médica à luz desses depoimentos. O estudo tem caráter observacional qualitativo, em que os pesquisadores entrevistaram 11 mulheres após a cirurgia de mastectomia. As entrevistas foram gravadas, transcritas e avaliadas de acordo com o método de análise do conteúdo. Os resultados heterogêneos apontam fortes influências de fatores externos na posterior qualidade de vida e aceitação das entrevistadas, como o suporte familiar, os relacionamentos afetivos, a busca por grupos de apoios e a espiritualidade. Além disso, observou-se que a presença de uma equipe multidisciplinar, cumprindo a integralidade no tratamento, foi capaz de potencializar a qualidade de vida das mulheres mastectomizadas, ao prever a necessidade de reconstrução mamária, correta orientação dos procedimentos e saber encaminhar seus pacientes a outros profissionais quando necessário.