Uso Crônico de Psicotrópicos em Pacientes com Transtorno Mental na Atenção Básica
Introdução: O uso crônico de psicotrópicos para tratamento de transtorno mental leve segue sendo um dos grandes desafios terapêuticos de uso na atenção básica, impactando negativamente indivíduos e comunidades, pois, desacelera a cura dos indivíduos e reduz a qualidade de vida. Objetivo: Identificar os principais psicotrópicos de uso crônico, tempo de uso e os principais transtornos mentais por eles tratados na unidade PSF I de Feliz Natal. Método: Estudo transversal retrospectivo, com dados coletados do prontuário clínico de 30 pacientes frequentadores do grupo de saúde mental da unidade de saúde no período de janeiro a março de 2017. Foram considerados para a analise dos dados a idade, tempo de uso, diagnóstico de base, medicamentos usado no tratamento, frequência de retorno ao psiquiatra e alternativas de tratamento além do uso de psicotrópicos. Resultados: Os resultados mostraram que ansiedade e depressão são as principais causas de queixas dos pacientes somando juntas 57 % dos motivos de consulta. No tratamento imperam o uso de fluoxetina (41%), seguida clonazepam (26%) e diazepam (15%), todos usados por um longo período de tempo e sem interconsulta com o especialista focal (psiquiatra). Conclusões: A observação dos dados permite concluir que as principais queixas evidenciadas são tratadas em sua maioria com antidepressivos do tipo ISRS seguidos de benzodiazepínicos provocando dependências física e psíquica que poderiam ser evitadas. O grupo do estudo não é acompanhado por especialista focal e, apresentam negligências médicas de cabeceira com prescrição prolongada e uso desnecessário. As praticas alternativas não medicamentosas apesar de apresentarem pouca aceitação por parte dos usuários, quando associada é uma excelente ferramenta terapêutica e proporciona resultados exitosos no tratamento definitivo.