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Transtornos mentais comuns em trabalhadores da atenção primária no Brasil

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Introdução: a Organização Mundial de Saúde estima que 700 milhões de pessoas sofrem por transtornos mentais e comportamentais. Entre estes o transtorno mental comum (TMC) é classificado como como transtorno mental não psicótico, designado às pessoas com sofrimento mental que apresentam sintomas como irritação, cansaço, esquecimento, redução da capacidade de concentração, ansiedade e depressão. Devido à pluralidade de manifestações o TMC acaba não se enquadrando de maneira definitiva em categorias diagnósticas dos protocolos psiquiátricos oficiais, apesar de possuir alta prevalência na população se tornando subestimada e subdiagnosticada. O TMC constitui um problema de saúde pública e apresenta impactos econômicos relevantes. Objetivo: verificar a prevalência e os fatores desencadeantes associados aos transtornos mentais comuns em trabalhadores da atenção primária à saúde do Brasil. Metodologia: para a realização desta revisão de literatura foram pesquisadas publicações entre os anos 2010 e 2017 nas bases de dados Medline e Scielo através dos descritores: transtornos mentais e atenção primária à saúde. Discussão: os profissionais atuantes na atenção primária à saúde estão expostos à sobrecarga psíquica provocada pelas condições desfavoráveis do ambiente de trabalho na unidade básica de saúde como o ritmo intenso, déficit de recursos humanos e materiais, cobrança excessiva de gestores, contratos trabalhistas instáveis, baixos salários, violência física, moral e psicológica, além do convívio com pessoas fragilizadas e enfermas. Estes fatores têm sido responsáveis pela piora das condições de saúde e pela mudança do perfil epidemiológico de adoecimento dos trabalhadores da área da saúde gerando impactos econômicos relevantes em função das demandas geradas aos serviços de saúde, queda da produtividade e do absenteísmo no trabalho. Conclusão: a precarização das condições de trabalho e a inadequação da relação tamanho das equipes/população vinculada têm contribuído para a mudança do perfil epidemiológico de adoecimento dos trabalhadores atuantes na atenção primária à saúde.