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Teste de tolerância oral à glicose no pré-natal

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Introdução: Durante a segunda metade da gestação, a mulher desenvolve resistência à insulina, resultado de adaptação fisiológica para garantir aporte adequado de glicose ao feto. Entretanto, uma acentuação no quadro de hiperglicemia pode ser desenvolvida, caracterizando o diabetes mellitus gestacional (DMG) e levando a efeitos adversos maternos e fetais. O teste de tolerância oral à glicose (TTOG) é importante na diagnóstico de DMG. Objetivos: Avaliar as controvérsias sobre o uso de TTOG no pré-natal. Metodologia: Realizou-se revisão bibliográfica em artigos científicos nas bases de dados Pubmed e Scielo. Discussão: Um dos tipos de TTOG compreende a ingestão de 75 g de glicose diluídos em água e medidas de glicemia em jejum (GJ), após 1 hora e após 2 horas. Para o rastreamento do DMG com TTOG há muitas controvérsias e diferentes protocolos: indicação universal ou seletiva; cronograma precoce ou somente entre 24 e 28 semanas gestacionais; tipo de triagem e variados critérios locais, regionais, internacionais e institucionais para diagnóstico. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda avaliar a GJ e a presença de fatores de risco logo na primeira consulta. Se o rastreamento for positivo, a gestante deverá ser submetida ao TTOG. Embora o uso universal de TTOG atinja as taxas de detecção mais altas, também levanta questionamentos, pois se trata de um teste desagradável, demorado, caro, e muitas vezes intolerável. Além disso, uma consequência de um resultado falso positivo seria um teste de diagnóstico desnecessário, inconveniente e causador de ansiedade para a gestante. Conclusão: Os inúmeros protocolos para uso de TTOG foram definidos por consenso de sociedades ou por opinião de especialistas, ambos considerados como os mais baixos níveis de evidência científica, confundindo serviços de saúde e pesquisas. Na escolha de como aplicar o TTOG, o custo-benefício, eficácia e até mesmo a iatrogenia devem ser considerados.