Território e a clínica do sujeito: entre políticas e ações
Introdução: A partir de estudo de caso da Saúde de Família e Comunidade(SFC) em Niterói-RJ Brasil, discutimos que a categoria “território” (SANTOS, 2012) vinha sendo considerada, muitas vezes, como demarcação de área de atendimento e não como território vivo, como processo que colabora com uma prática centrada no paciente. Ao analisarmos essas práticas, embasados no triângulo de governo (MATUS, 1987), traçamos hipóteses para metodologias não amistosas à integralidade, em detrimento do uso do território vivo, que contribui para o cuidado integral, conforme previsto no Sistema Único de Saúde. Objetivo: Refletir sobre o território nas práticas em saúde pública comprometidas com a Clínica do Sujeito/integralidade (CAMPOS,2013) a partir de estudo de caso de uma unidade de saúde de família em Niterói-RJ, Brasil, dialogando com a teoria de triângulo de governo (MATUS, 1987). Método: A partir da dissertação de mestrado “O PROGRAMA MÉDICO DE FAMÍLIA (PMF) EM NITERÓI: o território nas práticas em saúde pública no Preventório”, fazemos uma interlocução com a teoria de triângulo de governo de Matus (1987), em um estudo qualitativo. Resultados: Na SFC analisamos a ação de diferentes atores sociais (contratantes, representados por organizações sociais; planos políticos, por seus gestores; trabalhadores e usuários) com interesses diferentes, gerando discrepância entre uma situação real e ideal, conforme Matus (1987) apontou sobre o planejamento. Sendo assim, por vezes, se observam medidas gerenciais que se distanciam da ideia de território processo e da Clínica do Sujeito. Conclusão: Logo, ainda que o território enquanto processo, colabore para repensar as práticas em saúde, abrindo uma possibilidade para incluir não só a doença, mas a pessoa como um todo; o conceito do triângulo de governo de Matus (1987) aponta para a necessidade de que os atores sociais envolvidos no processo da pratica em saúde estejam comprometidos com esse contexto.