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Tabagismo: é possível viver sem

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As Doenças Crônicas Não Transmissíveis são as principais causas de morte no mundo, correspondendo a 63% das mortes em 2008. As principais causas dessas doenças incluem fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo nocivo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada. Trata-se de um relato de experiência de um grupo de tabagismo iniciado em Janeiro de 2015 na UBS Vila Clara, no município de São Paulo/SP. A técnica utilizada no grupo é o de entrevista motivacional e a técnica de aprendizagem baseada no conceito “aprender, fazendo” (Fernandes e col.). Desde Janeiro de 2015 até Agosto de 2017 participaram 55 pessoas do grupo de tabagismo, sendo 10 homens (18,18%) e 45 mulheres (81,82%). A média de idade dos participantes foi 48 anos e a de fumo, 33 anos. As razões para iniciar o tabaco foram: curiosidade(27,27%), influência de amigo(16,36%), influência de familiares(27,27%), prazer(20%), propaganda(5,45%) e outros(3,64%). O nível de dependência de nicotina segundo o escore de Fargeström foram: Alto(51%), Moderado(23,6%), Médio(7,3%), Baixo(10,9%) e Muito Baixo(7,2%). Quanto à escala de razões para fumar: A maioria dos participantes apresentava grande dependência química de nicotina(96,4%) associada à influência do prazer de fumar(96,4%) e do relaxamento(96,4%) proporcionados pela mesma, e também influência do manuseio ou ritual(71%). Notamos a alta taxa de sucesso na cessação do tabagismo quando a pessoa consegue completar o grupo de tabagismo(85,7%), apesar da alta taxa de recaída(50%). Isto mostra uma falha no acolhimento destes ex-fumantes que após o grupo apresentam a recaída. O grupo de tabagismo tem contribuído de forma importante para a redução do tabagismo na região da UBS Vila Clara. Os dados mostraram pontos a serem reavaliados e melhorados, e que contribuirão para a melhora do controle do tabagismo.