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INTRODUÇÃO: Segundo a OPAS, mais de 800.000 pessoas morrem por suicídio todos os anos, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. No Brasil, entre 2000 a 2015, foram registradas 144.866 mortes por suicídio, sendo 2.701 (1,9%) na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de um problema de saúde que torna urgente a capacitação dos profissionais da área da saúde e a criação de estratégias multissetoriais. METODOLOGIA: Este estudo é um relato de caso sobre a vivência dos residentes de medicina de família e comunidade da UERJ no período de março de 2016 à junho de 2017 na Clínica da Família Sérgio Vieira de Mello localizada no município do Rio de Janeiro, sobre o enfrentamento do aumento dos casos de suicídio e tentativas de suicídio no território adscrito. ANÁLISE E DISCUSSÃO: Em 2016 foram notificados 3 casos de suicídio e tentativas de suicídio. No primeiro semestre de 2017 foram notificados 11 casos, com maior prevalência entre usuários adultos jovens. Os casos acompanhados geraram sensação de impotência e fragilidade na equipe, fomentando a reflexão quanto ao papel do MFC diante de uma epidemia de sofrimento psíquico CONCLUSÃO: Percebemos que conforme tivemos aumento do acesso aos usuários e maior sensibilidade da equipe médica aos sofrimentos psíquicos, mais diagnósticos foram realizados. Contamos com os recursos da abordagem centrada na pessoa, da abordagem familiar, apoio de equipe multiprofissional (NASF) e oficinas de capacitação em saúde mental, promovendo uma melhor coordenação do cuidado).