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Síndrome de Osgood Schtatler: um diagnóstico a recordar

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A Doença de Osgood-Schlattler também denominada de Osteocondrite do Tubérculo Medial foi descrita em 1903 por Robert Bayley Osgood and Carl Schlatter, sendo uma causa comum de dor no joelho na adolescência, especialmente naqueles que praticam esportes. Observam-se lesões da tuberosidade tibial anterior em adolescentes, podendo em alguns casos ocorrer avulsão de certa porção da tuberosidade tibial na inserção do tendão patelar devido a tração repetida exercida pela musculatura do quadriceps.1,2 Estima-se uma prevalência de 9,8% na população de 12-15 anos, sendo ligeiramente mais frequente no sexo masculino.3 Este relato de caso, atendido na UBS Jardim 9 Julho São Paulo-SP, traz um adolescente 13 anos, sexo masculino, praticante amador de atividades fisicas, especialmente futebol, que referia dor joelho há 6 meses. Apresentava importante prejuízo nas atividades esportivas ou recreativas que envolviam esforço físico, compromentendo sua qualidade de vida. Realizou diversas consultas prévias em outros serviços, sem identificação da etiologia do quadro. Foi realizado exame físico e exames complementares de imagem, tendo como diagnóstico a Doença de Osgood-Schattler complicada com a avulsão da tuberosidade tibial. As opções de tratamento conservador para a Doença de Osgood-Schlattler apresentam bons resultados em 90% dos casos, sendo indicada restrição da atividade física, utilização de tala gessada e fisioterapia. Contudo, quando ocorre avulsão da tuberosidade tibial, uma complicação da Doença de Osgood-Schlattler pouco frequente, existe a necessidade de intervenção cirúrgica. Assim, o paciente foi orientado quanto `a necessidade de restrição das atividades esportivas e encaminhado para o serviço de ortopedia com alta prioridade e para a fisioterapeuta do Núcleo de Apoio `a Saúde da Família (equipe NASF) para condução. Este relato de caso tem como objetivo reforçar a importância da inclusão desta patologia entre os diagnóstico diferenciais de dor crônica joelho, especialmente nos adolescentes dada a frequências de sua sua ocorrência.