Síndrome Congênita do Zika Vírus em Pernambuco um olhar para a APS
INTRODUÇÃO: O Zika vírus tem sido responsável por importante surto de doença exantemática no Brasil desde o primeiro semestre de 2015. Em maio deste mesmo ano o Ministério de Saúde registrou a circulação do vírus em diferentes estados predominantemente no Nordeste, principalmente em Pernambuco, onde a realidade tem sido a segmentação da rede, falta de apoio ao território e paradoxos na capacidade de resolver o problema. OBJETIVOS: Articular pesquisa, assistência e ensino considerando o acompanhamento longitudinal dos sujeitos envolvendo profissionais de saúde, residência médica e graduação. Busca-se vincular assistência à produção de conhecimento, evidenciando a relação do vírus Zika aos achados clínicos e suas repercussões psicossociais, além da análise da Rede de Saúde na oferta de assistência integral às crianças e redes sócio-familiares. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal contribuindo para analisar a atenção primária como parte da rede perinatal envolvida no cuidado às crianças e suas famílias. Foi realizado o acompanhamento longitudinal das crianças nascidas no HC/UFPE entre outubro de 2015 e fevereiro de 2016. Nas crianças acompanhadas aplicou-se o Instrumento para Avaliação da Atenção Primária baseado no Primary Care Assessment Tool, versão criança e adaptado para o Brasil em 2002. O Inquérito é composto por perguntas relativas aos atributos da APS. DISCUSSÃO: Através dos inquéritos obteve-se os escores em Integralidade(4.8), Orientação familiar(4.0) e Orientação comunitária(4.7) numa escala de 0 a 10 e considerando insuficiente valores abaixo de 6.6. Observa-se a deficiência no suporte perinatal às crianças com necessidades de acompanhamento, e também o mau uso da APS como instrumentos para difundir na porta de entrada do SUS. CONCLUSÃO: A rede perinatal, articulando APS e outros níveis de complexidade permite maior eficiência no cuidado. Pois visa vincular ações de prevenção, promoção, diagnóstico, tratamento/estimulação precoce das crianças vulneráveis numa rede descentralizada de cuidado.