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Sífilis Transversal: evidência de um pré-natal frágil.

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A sífilis ainda é um grave problema de saúde pública, trazendo diversas consequências negativas para a saúde do bebê e da gestante, que pode contrair esta infecção sexualmente transmissível (IST) através do contato sexual com parceiro(a) contaminado(a). A sífilis transversal ocorre quando a bactéria espiroqueta Treponema pallidum contamina o concepto, no ventre materno, pela via hematogênica. O diagnóstico da sífilis gestacional é realizado de maneira rápida e barata com testes VDRL disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Sua notificação é compulsória e seu tratamento – disponível pelo SUS – é simples e eficaz se realizado adequadamente. Apesar do controle da doença ser umas das metas do Pacto pela Saúde, inserido na Estratégia da Saúde da Família (ESF) na Assistência ao Pré-natal (APN), acredita-se que no Brasil a prevalência de sífilis gestacional seja 1,6% (BRASIL, 2010). No estado de Minas Gerais, nos últimos 5 anos, cerca de 5900 casos sífilis congênita foram notificados (SINAN). Leitão et al (2010) afirma que a prevalência de sífilis no pré-natal é um excelente marcador da qualidade da atenção do pré-natal e da saúde puerperal. Atinge mais de 12 milhões de pessoas em todo o mundo segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Observa-se que, apesar dos diversos avanços alcançados na atenção à saúde brasileira, ainda há falhas na assistência pré-natal. A chave para efetivação desta utopia – a erradicação da sífilis congênita - é a realização de um pré-natal de qualidade crescente com campanhas de promoção e prevenção em saúde, auxiliando na percepção de risco e importância do autocuidado. Testes rápidos acessíveis e ofertados, enfatizando a importância do tratamento precoce e completo do infectado e de todos os seus parceiros. Este processo deve ser realizado de maneira sistemática e contínua, independente da população e situação de risco.