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Sexualidade na Síndrome de Down na perspectiva da mãe

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INTRODUÇÃO: Mulheres com Síndrome de Down (SD) apresentam diferentes níveis de maturidade e cognição. São escassos estudos sobre a sexualidade dessa população. OBJETIVO: Investigar alguns aspectos sexuais em mulheres com SD. METODOLOGIA: Estudo transversal feito pela aplicação de questionários aos cuidadores de mulheres com SD atendidas no Ambulatório especializado em SD do Hospital de Clínicas - UFPR. Foram coletados dados de mulheres, com idade maior que 12 anos ou que já tiveram a menarca. O questionário abordou exposição às práticas sexuais e uso de métodos contraceptivos. DISCUSSÃO: No total, 100 cuidadores (98% eram mães, com idade média de 50 anos) responderam ao questionário. A idade das pacientes variou entre 9 e 41 anos; 52% delas ainda não passaram por consulta ginecológica e 94% não tiveram relações sexuais. A menarca já havia ocorrido em 76% delas e variou entre 9 e 15 anos; 14% já faziam uso de anticoncepcional (9% na forma oral, 4% injetável e 1% dispositivo intrauterino) e o ganho de peso foi o principal efeito colateral observado. Comportamento sexual como principal dificuldade da puberdade foi relatado por 15% dos cuidadores; 77% deles não concordam com a esterilização cirúrgica; 14% concordam com laqueadura e 9% com histerectomia. Sobre os relacionamentos amorosos, 79% das mães permitem namoro sem relações sexuais, e 57,6% namoro com relações sexuais consensuais. 84% acha necessário orientações sobre infecções sexualmente transmissíveis. CONCLUSÃO: As mães entrevistadas demonstraram preocupação com a sexualidade das filhas com SD. A ampla maioria declarou que suas filhas não iniciaram vida sexual e apenas 57% permitiriam namoro com relações sexuais. No entanto, a maioria delas se preocupa com métodos anticoncepcionais e infecções sexualmente transmissíveis. A maior inclusão social das pessoas com SD suscita novos desafios para os cuidadores desses pacientes.