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Sexualidade na Adolescência e o Autocídio

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A adolescência é recheada de mudanças físicas, fisiológicas, psicológicas e sociais. A puberdade, o combo de angústia na tentativa de aceitação do novo corpo, da perda do corpo infantil e conflito de estereótipos, na busca pela definição do seu papel na sociedade, marcam essa fase. A identificação da orientação sexual é importante e vai definir a qual objeto o adolescente direciona o sentimento de atração, vontade de se relacionar afetiva e sexualmente. Os pais possuem papel fundamental, alguns não abordam o tema com seus filhos ou o fazem de forma opressiva, cheia de valores culturais e preconceitos, fundado, acabam buscando respostas com outros adolescentes ou na internet. Outros tratam o assunto de forma aberta, explicando o que sabem, admitindo o que não sabem e buscando ajuda com profissionais para melhor orientarem seus filhos sobre os riscos, consequências e responsabilidades da prática sexual como o uso de preservativos para prevenir DSTs, promiscuidade, gravidez precoce, e problemas virtuais (sexting, sexcasting e o webcasting) que podem gerar problemas como sextorsão, cyberbullyng e o grooming. Outro problema nessa fase de luta dos adolescentes é o suicídio, o psiquiatra Augusto Cury referiu em seu romance O futuro da humanidade, essa conduta é a forma ardente de demonstrar o amor pela vida e, se estiver sofrendo, é melhor do que viver sofrendo. Ademais, um dos motivos para que adolescentes cometam o suicídio seria o de mutilar esse novo corpo que está surgindo e que pode estar trazendo sofrimento. O juvenil não quer deixar a infância para trás e seguir a vida como um adulto, assim é preferível que morra ao invés de assumir a nova etapa. Muitos se sentem sem valor algum e que sua ausência no mundo não fará diferença. Esse sentimento de indiferença, incerteza e não aceitação da nova fase acabam levando ao suicídio.