Sala de espera: espaço para Educação em Saúde com hipertensos e diabéticos
O modelo de assistência à saúde no Brasil sofreu diversas alterações desde 1970 (BARBOSA, 2010), sua organização se deu a partir da Atenção Básica e fortaleceu-se com a criação da Estratégia de Saúde da Família (ESF), que utiliza a análise permanente de situação de saúde para organização e execução de práticas adequadas ao enfrentamento de problemas existentes (BRASIL, 2010). Nesse sentido, um grupo de estudantes do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde da Universidade Federal do Sul da Bahia realizou, em 2016, a análise do território de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família (USF) do centro de Porto Seguro-BA, constatando um grande número de hipertensos e diabéticos e escassos projetos pautados na promoção da saúde e prevenção de agravos direcionados à essa população, continuando, então, com ações de intervenção no primeiro semestre de 2017. Assim, esta ação objetivou fomentar a utilização da sala de espera como meio para Educação em Saúde com hipertensos e diabéticos, que foram a população alvo do trabalho. A intervenção passou por 3 etapas: reuniões com a equipe, rodas de conversa com os usuários e abordagem conceitual. A sala de espera foi cenário para a dinâmica de “mitos e verdades sobre a hipertensão e diabetes”, com o suporte de um banner elucidativo, e a entrega de ímãs sobre “sinais de alarme e medidas de auxílio em casos de crise”. Constatou-se grande satisfação dos usuários que compartilharam suas experiências e resolveram suas dúvidas, além da contribuição da equipe de saúde. Destaca-se a importância da sala de espera como espaço para ações de educação e de aproximação entre serviço e comunidade, uma vez que possibilita a construção de uma visão crítico-reflexiva e contribui para a humanização deste espaço de convivência, auxiliando, também, na qualificação do atendimento oferecido à população. Orientação: Profª. Drª. Rocio Elizabeth Chavez Alvarez.