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Risco e vulnerabilidade na Atenção Primária à Saúde (APS)

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Introdução: Classificações de risco devem ser vistas com a devida limitação ao que se propõe. Evidências colocam o conceito de vulnerabilidade como alternativa analítica promissora frente à indiscutida hegemonia alcançada pelo conceito de risco. Objetivo: Discutir os conceitos de Risco e vulnerabilidade presentes em escalas de classificação utilizadas na APS. Metodologia: A SEMUS/Vitória desenvolveu um software de gestão denominado “REDE BEM ESTAR”, entre as funcionalidades é disponibilizado prontuários eletrônicos, organizados por indivíduo, família, microárea e equipe. Vários protocolos podem ser acessados, como de saúde da mulher, idoso e também de classificação de risco das famílias. Uma breve análise de prontuários de famílias cadastradas na Unidade Saúde Vitória, em que se utilizou esta classificação, motivou reflexões e uma proposta para se debater novos conceitos sobre o tema. Discussão: A Escala de Risco Familiar de Coelho e Savassi é um importante instrumento que vem sendo utilizado para orientar a prioridade de visitas domiciliares e pode ser aplicado de maneira simples na análise do risco familiar. Outro instrumento, o Critério UFES, foi elaborado com intuito de orientar a análise do risco adaptando-o ao contexto social vigente, como ponto de partida para redirecionar a escala de risco para a de vulnerabilidade. Apesar disso foi observado que as escalas supracitadas ora não contemplavam a realidade das famílias atendidas por determinados serviços ou ainda não obtinham, de forma clara, compreensão do que se considera risco. Conclusão: Para além do conceito de risco, entende-se que situações de vulnerabilidade restringem capacidades relacionais de afirmação no mundo e representa não só uma nova forma de expressar um velho problema, mas principalmente superar preconceitos e construir uma nova visão de mundo, encontrando alternativas práticas que permitam o enfrentamento de situações adversas.