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A Área Programática 5.1 contempla 10 bairros da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Uma região marcada por exclusão e violência. Nos últimos 8 anos uma nova gestão assumiu a Coordenação da AP com o intuito de reorientar o modelo de atenção, priorizando a Estratégia Saúde da Família. Os 11 Centros Municipais de Saúde existentes assumiram nova lógica de cuidado, sendo adaptados para receber equipes da ESF. E 14 Clínicas da Família foram inauguradas. Os serviços de Saúde Mental estavam então centralizados na assistência ambulatorial. Ao longo desses anos um importante trabalho de reorientação foi desenvolvido, com foco na organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), e no cuidado compartilhado dos casos leves pelas equipes de Saúde da Família. Nossa objetivo é expressar em 10 minutos (ou num poster) como se desenhou a reordenação da rede de Saúde Mental na AP 5.1, através do olhar de gestores e coordenadores que tem participado desta história na perspectiva do nível central, pensando nos diferentes níveis de complexidade dos serviços, e gerando uma proximidade com a atenção primária de modo a garantir o princípio da integralidade e aumentar a resolutividade nesse nível de atenção. Mais que necessária, essa reorientação foi a forma possível de concretizar os ideais da Reforma Psiquiátrica, onde o cuidado só tem sentido se for no território e contando com os dispositivos comunitários. Porém, sabíamos que, apesar de urgente, esta reordenação não seria instantânea. Tem sido um processo complexo que exige diretrizes para além do conhecimento técnico. Depende principalmente de mudanças de paradigmas diversos, incluindo os trabalhadores da saúde, os próprios usuários e os parceiros intersetoriais. Mudanças somente possíveis quando planejadas e executadas quase artesanalmente. Aqui na 5.1 temos o registro de muitos passos neste rumo, embora reconheçamos a longa distancia ainda a ser percorrida.