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A Síndrome Congênita do Zika Vírus é um conjunto de sintomas, além da microcefalia, presentes nas crianças que foram agredidas pelo vírus durante a gestação. O invasor ainda pode provocar outros danos ao desenvolvimento das crianças. Nem sempre esses sintomas aparecem todos juntos, por isso, hoje, os cientistas preferem falar em uma síndrome. O objetivo deste trabalho é mostrar o Projeto Terapêutico Singular (PTS) como estratégia de atuação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) no atendimento as crianças portadoras da Síndrome Congênita do Zika Vírus e da sua família. No dia 13 de maio de 2016, tivemos a oportunidade de receber pela primeira vez o olhar de L.A.F.R, nascida em 12 de março de 2016, em bom estado geral e com diagnóstico de microcefalia. Na sua consulta inicial, fizemos a rotina de atendimento de puericultura para os primeiros meses, colhendo dados essenciais e realizando exame físico completo. Ao final da consulta, traçamos o plano de cuidados e agendamos a realização do PTS. Após um mês da primeira consulta, instituímos o PTS a ser realizado de forma multiprofissional, para que o acompanhamento e acolhimento da lactente e dos seus familiares fossem realizados adequadamente. Diante de todo sofrimento vivenciado por esta família, o que mais chamou a nossa atenção foi um pedido da genitora: “Minha filha tem nome e queria que a chamassem por ele, e não o bebê com microcefalia”. Abordar casos que saiam do cotidiano nos tornam mais capazes de buscar conhecimentos motivados não só pela curiosidade, mas também pela vontade de dirigir um atendimento mais qualificado e de fornecer um plano de cuidados mais próximo da realidade de cada indivíduo. Com isso, deixamos de lado uma abordagem voltada apenas para a patologia e adotamos um cuidado mais abrangente, um olhar voltado para a pessoa.