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Introdução:Acadêmicos de medicina do segundo período da FURB, observaram após a aplicação de questionários, com uma amostra da população da micro área da ESF Marco Francisco Barth, durante a disciplina de Interação Comunitária II, uma forte indicação da relação entre os casos de diarreia no ano de 2016 e o tratamento da água na região. Objetivos: Expor como o abastecimento de água pode influenciar na incidência de doenças de transmissão oral-fecal e a desinformação de moradores sobre a relevância do tratamento de água. Metodologia:Aplicação de questionários elaborados pelos acadêmicos, com uma amostra de 123 moradores da micro área da ESF Marco Francisco Barth, da cidade de Blumenau. Foram realizados cálculos bioestatísticos com um índice de confiança de 95%, e a posterior análise dos mesmos, abordando as problemáticas mais relevantes, em relação ao território. Discussão: Constatou-se que a frequência dos casos de diarreia em 2016 foi de 15,45%, enquanto que a quantidade de pessoas que não utilizam a rede de abastecimento foi de 18,71 %, expondo uma evidência da relação entre a falta de tratamento de água e a transmissão de doenças oral-fecal. Outro fator preocupante se deve pelo fato de muitos moradores acreditarem que a água provinda de poços e nascentes é mais salubre do que aquela fornecida pela rede de abastecimento, expondo a falta de esclarecimento dessas pessoas sobre essa problemática. Conclusão: Como acadêmicos, creio que podemos propor práticas de educação em saúde para a desmistificação e a articulação de melhorias, voltadas para o esclarecimento da importância do tratamento da água, informando sobre o maior risco de transmissões de doenças pelo uso de água não tratada. Um recurso como oficinas de educação em saúde com esclarecimento sobre saneamento básico aliado à distribuição de hipoclorito, para as pessoas que insistam na utilização de outras fontes para consumo, estimularia mudanças.