Relação entre controle de comodidades e dependência funcional com depressão em Idosos.
INTRODUÇÃO:A população geriátrica abrangida na atenção básica é conhecidamente possuidora de sintomas depressivos em grande maioria dos casos, logo o conhecimento de suas relações e fatores desencadeantes é de extrema importância para orientar os cuidados necessários a essa população. MÉTODOS : Estudo transversal, descritivo, realizado em UBS de Areial, PB, no período de abril a junho/2017. Incluiu 122 pacientes, ambos os sexos, idade entre 65 e 80 anos, . Considerou-se polifarmácia o uso de >3 medicamentos no mínimo 90 dias. Os idosos foram divididos em independentes (INDEP), dependentes (DEP)leves/moderados e DEP graves/totalmente dependentes nas AIVD (escala de Lawton). A presença de sintomas depressivos foi abordada através da Escala de Depressão Geriátrica.. RESULTADOS: A média da idade foi 67,4±6,2 anos, sendo 66,2% mulheres. Através da escala de Lawton, 48,2% eram IND, 37,4% possuíam DEP leve/moderada e 14,4%, DEP grave/totalmente dependentes. No quesito gênero, 48,2% da amostra masculina eram IND, 37,4% DEP leve/moderado e 14,4% DEP graves/totalmente dependentes. 41,5% das mulheres eram IND, 38% DEP leve/moderado e 20,5% DEP graves/totalmente dependentes. Quanto a população IND, apenas 22,8% usavam polifarmácia; 33,4% eram hipertensos, destes 80,6% tinham níveis pressóricos adequados; 17% eram diabéticos, destes 69,7% eram controlados; apenas 2% desta amostra apresentavam histórico de eventos cardio/cerebrovasculares(DCV). Na amostra categorizada em DEP graves/totalmente dependentes, 85,3% usavam polifarmácia; 72,4% eram hipertensos, destes somente 50,6% tinham níveis pressóricos adequados. 33,4% eram diabéticos, destes 28,6% apresentavam controlados. 10% desta amostra apresentavam histórico DCV. A prevalência de sintomas depressivos na amostra estudada foi de 24,4%, sendo que dos IND o índice foi de 15,2%, nos DEP leve/moderado 22,6% e nos DEP grave/totalmente dependentes, 33,3%. CONCLUSAO: Observou-se a relação estreita entre o prejuízo funcional e a maior prevalências de comorbidades relacionada com polifarmácia. Tambem foi observado a maior relação entre sintomas depressivos na população com maior grau de dependência funcional.