Relação de consultas pré-natais com a escolaridade e a paridade da gestante
Introdução: Com a adoção do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento, a cobertura pré-natal tem apresentado um aumento significativo1. Porém, o número mínimo de seis consultas preconizadas pelo Ministério da Saúde nem sempre é cumprido2. Objetivo: Relacionar o número de consultas pré-natais com a escolaridade e a paridade da gestante. Métodos: Trata-se de um estudo transversal com puérperas dos alojamentos conjuntos. Foram colhidos dados de 1890 prontuários, 293 pacientes não assinaram o TCLE, ficando a amostra com 1.651, composta de puérperas de risco habitual nas primeiras 24 horas após o parto. O questionário foi aplicado individualmente e os dados do pré-natal coletados da carteira da gestante, armazenado em formulário do Google Docs e analisado por meio de estatística no Excel. Resultados: Para a relação do número de consultas com a escolaridade, observou-se que, dentre as gestantes que realizaram de 0-2 consultas, 0,72% eram analfabetas e 2,18% apresentavam ensino superior completo. Em mães que passaram por 3-5 consultas, a taxa de analfabetas foi de 0,75% e com superior completo foi de 1,51%. Já para as gestantes com mais de 6 consultas, os valores encontrados foram de 0% e 4,68%, respectivamente. No que diz respeito à relação do número de consultas e partos, evidenciou-se que mães com 0-2 consultas passaram por 2,59 partos, as de 3-5 consultas por 2,32 e as com mais de 6 consultas por 1,97 partos. Conclusão: A porcentagem de gestantes com nível superior completo aumentou conforme o número de consultas realizadas, enquanto a taxa de analfabetas reduziu para 0%, o que indica que gestantes com maior escolaridade realizam mais consultas pré-natal. Em relação à paridade, esse valor reduziu com o aumento do número de consultas, demonstrando que mães com mais filhos realizaram menos consultas.