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Introdução: A promoção de saúde tem sido considerada uma das prioridades na saúde pública, principalmente em regiões com menor acesso. As populações de alta vulnerabilidade são aquelas que tem menor capacidade de deslocamento aos locais de atendimento. As condições precárias de higiene, associadas à dificuldade de transporte de equipamentos e profissionais qualificados resultam em quadros mórbidos resistentes ao tratamento. Objetivo: Relatar as ações de promoção de saúde realizadas por profissionais de saúde em comunidades ribeirinhas às margens do Rio Purus, na Amazônia. Descrição da experiência: Dois residentes de Medicina de Família e Comunidade e uma Pediatra atenderam no período de quinze dias a população rural do município de Tapauá, Amazônia. Excluindo-se as gestantes, que já haviam realizado ao menos uma consulta de pré-natal em toda a gestação, o último atendimento médico da maioria dos pacientes foi há mais de um ano. Dentre as comunidades, apenas duas possuem luz elétrica, entretanto a ausência de saneamento básico e fontes de água potável é uma semelhança entre elas. Discussão: Na maioria das comunidades visitadas foi observada ausência de recursos para tratamentos médicos, com prevalência de uso de ervas medicinais para tratar os problemas de saúde. A ausência de saneamento básico impede o tratamento médico de condições recorrentes causadas por má higiene. Visto que os dejetos eram lançados no rio de onde tiram a água para consumo sem tratamento, instaurou-se um processo perverso de adoecimento, tendo como doenças mais prevalentes as verminoses, infecções urinárias, infecções sexualmente transmissíveis, lombalgias e anemia. Conclusão: Em razão de quadros patológicos causados por ausência de saneamento básico, verificou-se a necessidade de melhorar o acesso das populações ribeirinhas à serviços essenciais de saúde e ações de educação - medida essencial para a melhoria da qualidade de vida, promoção de saúde e empoderamento dos ribeirinhos para o auto-cuidado.