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Introdução: A interação do papel do agente comunitário de saúde (ACS), enquanto facilitador do acesso à saúde pela comunidade, e do paciente, como sujeito ativo do processo de saúde-doença da sociedade, é essencial para a promoção multidisciplinar e multifatorial da saúde. Objetivo: Promover uma compreensão do processo saúde-doença pelos pacientes e sua relação com os ACS na Unidade Básica de Saúde (UBS), por meio de uma conversa com os usuários e com os ACS. Descrição da experiência: Uma vivência sobre a importância do ACS e do usuário no processo saúde-doença foi realizada na UBS Frei Tito, em Fortaleza, durante visita de alunos do primeiro semestre de Medicina. Inicialmente, em uma roda de conversa, os ACS foram interrogados sobre atitudes que propiciavam saúde ou doença e principais dificuldades do trabalho, levando-os a refletir acerca da sua contribuição social. A violência foi percebida pelos usuários como fator contribuinte para o adoecimento, por dificultar o desenvolvimento psicossocial, e o saneamento básico precário foi identificado como fator agravante para o acúmulo de vetores de doenças. Posteriormente, em uma conversa com usuários da UBS, percebeu-se o entendimento sobre atividades promotoras de saúde, como esportes, alimentação adequada, bom relacionamento familiar e trabalho digno. Então, moradores da comunidade criaram projetos sobre os problemas de saúde mais prevalentes, a exemplo da Igreja Católica, que estimulava o exercício espiritual e psicológico dos indivíduos, e do grupo de surf, que reinseria socialmente os jovens por intermédio do esporte. Conclusão: Assim, pode-se perceber o papel fundamental dos ACS, pois, por meio de campanhas e grupos de vivência conscientizadores, abordando estilo de vida, ambiente, sistema de saúde, fatores genéticos, para prevenção de doenças, educou-se a população. Evidenciou-se ainda que, quando o paciente entende que é agente da própria saúde, a incidência de doenças pode reduzir, beneficiando a comunidade.