Prevalência de sífilis congênita em um serviço de saúde
Introdução: A sífilis congênita é uma doença infecto- contagiosa sistêmica de evolução crônica. Objetivo: analisar os casos de sífilis congênita, notificados em uma unidade hospitalar no município de São Luís-MA. Metodologia: Estudo quantitativo, retrospectivo e documental dos casos de sífilis congênita, identificados através das fichas de notificação compulsória do SINAN. A pesquisa foi realizada na Vigilância Epidemiológica do Município de São Luís-MA. Discussões: observou-se que, as mulheres mais acometidas estão na faixa etária de < 20 anos a 25 anos (68,42%); dessas, 60,53% realizam atividades no lar, sendo 92,11% residentes na capital; dentre elas 97,37% realizaram o pré-natal. Referente à escolaridade 55.26% possuem ensino fundamental incompleto. Quanto ao diagnóstico da sífilis gestacional 57,89% ocorreu no momento do parto/curetagem; e 34,21% no pré-natal. Das parturientes 100,00% obteram o teste não treponêmico reagente, realizado no parto/curetagem. Destas 82% tiveram o tratamento inadequado; e 8% adequado. Sobre o tratamento do parceiro 68% não o realizaram; somente 24% realizaram de forma adequada. Quanto ao RN 71,05% dos casos foram no sexo feminino. Dos testes não treponêmico do sangue periférico realizados 60% foram reagente, e 28,95% não reagente; Conforme descrito 86,84% não realizaram o teste não treponêmico do liquor; e 94,74% não realizaram o teste evidências do treponêma pallidum, enquanto que 5.26% obteram resultados reagente. Sobre os sinais e sintomas 73,68% não apresentaram.. Quanto à evolução dos RN’s 89,47% estão vivos; 2,63% foram a óbito por sífilis congênita e 5,26% natimorto. Conclusões:Com base nos dados encontrados concluímos que a sífilis congênita está proporcionalmente ligada a faixa etária e a baixa escolaridade das parturientes, nos levando a refletir sobre a qualidade de assistência no pré-natal oferecido