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Prevalência de hipertensão e diabetes: uso de registros eletrônicos na APS

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Objetivos: Esta pesquisa, aprovada pelo Comitê de Ética da SMS-RJ, teve por objetivo calcular alguns indicadores epidemiológicos importantes para o monitoramento de duas doenças crônicas – hipertensão e diabetes, além de sua comorbidade - na atenção primária à saúde no município do Rio de Janeiro. Métodos: Foi selecionado um distrito sanitário do município, que corresponde a “zona sul” da cidade com população cadastrada e acompanhada pelas Equipes de Saúde da Família formada por 172.838 pessoas. Utilizou-se a técnica de record linkage para agregar univocamente os registros individuais dos módulos cadastral e clínico - em que os médicos de família registram os diagnósticos. Resultados: As prevalências foram calculadas por sexo e faixa etária acima de 18 anos. No ano de 2015, observou-se uma taxa de 14,2% para hipertensão arterial entre os homens e 20,2% entre as mulheres. Já para a diabetes, 9,7% para o primeiro caso e 10,4% para o segundo. A comorbidade foi de 3,8% para o sexo masculino e 4,8% para o feminino. Houve associação estatística entre maior faixa etária e valores superiores das prevalências, conforme esperado pela literatura, destacando a qualidade e consistência do registro clínico dos dados para o período de 12 meses considerado. Acreditamos que isso tenha relação com o pagamento por desempenho dos profissionais de saúde, que tem indicadores associados a estes agravos como monitoráveis trimestralmente. Conclusões: Monitorar indicadores de saúde clínicos de base populacional é um desafio para o Sistema Único de Saúde brasileiro. Na “zona sul” da cidade, isso se tornou possível em 2014, a partir da consolidação da implantação dos prontuários eletrônicos junto as Equipes de Saúde da Família. Essa ferramenta para a gestão local pode auxiliar o planejamento e a programação de medicamentos dispensados nas unidades de saúde, assim como facilitar a priorização das pessoas com agravos descontrolados.