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Prevalência de depressão gestacional na Maternidade Darcy Vargas em 2017

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Introdução: O período gravídico-puerperal é a fase de maior incidência de transtornos psíquicos na mulher, sendo a depressão gestacional o transtorno mais prevalente. É reconhecido que tal transtorno psíquico pode resultar em risco aumentado para desfechos clínicos negativos, culminando em complicações para a gestação, o parto e o puerpério, assim como para o concepto. Objetivo: Identificar a prevalência de depressão gestacional em parturientes da Maternidade Darcy Vargas, em Joinville/SC. Metodologia: Estudo transversal, com base em revisão de informações clínicas e demográficas disponíveis em prontuários e/ou carteirinhas de exames pré-natais e na aplicação de um questionário padronizado (“Edinburgh Postnatal Depression Scale”) às parturientes no período pós-parto imediato (até 48 horas após o nascimento). Discussão: Foram incluídas 804 parturientes, das quais 176 (21,9%) apresentaram depressão durante a gestação, resultado próximo a outros estudos. A maior parte destas era casada (73,9%), possuía ensino médio completo (56,3%), não era primigesta (71%) e iniciou o pré-natal no primeiro trimestre da gestação (77,8%). O pré-natal das parturientes foi realizado predominantemente na rede municipal de atenção básica de saúde. Com o estudo foi possível mensurar a prevalência de gestantes que apresentaram depressão, segundo a escala validada utilizada, porém que não haviam sido diagnosticadas durante a gestação e, assim, não receberam a assistência adequada, estando desta forma o binômio mãe-bebê expostos aos desfechos negativos associados. Porém, tais desfechos, como baixo peso ao nascer, prematuridade, APGAR baixo e encaminhamento para UTI neonatal, não apresentaram associação significante com depressão gestacional na amostra estudada. Conclusão: Diante dos resultados obtidos, ressalta-se a importância de incorporar mecanismos de triagem para detectar precocemente a depressão na gestação em consultas da atenção primária e associados a medicina centrada na pessoa seja possível identificar sofrimento emocional destas gestantes e possibilite a adequada assistência e prevenção de desfechos negativos.