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INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial – PA (PA ≥140x90 mmHg). Associa-se, frequentemente, às alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo e às alterações metabólicas com aumento de eventos cardiovasculares, principal causa de morbimortalidade na população brasileira. OBJETIVOS: Avaliar a prevalência e a distribuição de comorbidades em pacientes portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica cadastrados e acompanhados em ESF em Cuiabá- MT. METODOLOGIA: Estudo epidemiológico transversal realizado com pacientes hipertensos da unidade em questão, durante o período de novembro de 2016 a janeiro de 2017, através de seleção prévia e aleatória por meio da plataforma e-SUS Atenção Básica (e-SUS AB). RESULTADOS: Foram avaliados 77 hipertensos, sendo a maioria do sexo feminino (66,2%) e idade média de 59,2 anos. O tempo médio de progressão da doença foi de 12,2 anos. Pelo menos uma comorbidade foi encontrada em 80,8% dos homens e 70,6% das mulheres. A obesidade foi a mais prevalente (49,3%), encontrada em 52,9% das mulheres e em 42,3% dos homens, seguida do Diabetes mellitus do tipo 2 (36,4%), em 37,2% nas mulheres e 34,6% nos homens. A Dislipidemia foi observada em 23% dos homens e 13,7% das mulheres. A presença de apenas uma comorbidades foi encontrada em 37,6% dos pacientes, a associação de duas foi de 26% e a presença de três ou mais comorbidades tiveram uma prevalência de 10,4%. CONCLUSÕES: A identificação da prevalência de comorbidades nos pacientes hipertensos, bem como, a caracterização do perfil epidemiológico, possibilita conhecer o perfil de saúde da população em questão e têm se tornado foco de estudos, visto que, a presença de comorbidades em portadores de HAS pode agir de modo sinérgico, resultando em um aumento das taxas de morbimortalidade.