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A divisão de tarefas entre os sexos sempre existiu na sociedade ocidental. Porém, os homens tem assumido uma nova postura em relação às suas companheiras. Isso também abrange o contexto gestacional. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores que influenciam na participação do homem/pai no acompanhamento pré-natal na Unidade de Saúde da Família do bairro Jardim Carapina – Serra/ES. Trata-se de um estudo exploratório descritivo, de abordagem quanti qualitativa. A amostra foi composta por 5 companheiros de gestantes que estiveram acompanhando a consulta pré-natal na unidade de referência, utilizando como instrumento para a coleta de dados um questionário semiestruturado que abordou a temática proposta. Em analise observou-se que a faixa etária dos homens/pais que acompanharam o pré-natal de suas companheiras foi de 18 a 32 anos. A escolaridade variou do fundamental incompleto ao médio completo. A maioria dos acompanhantes (3 dos 5) não possuía ocupação no momento da coleta de dados, não sendo, portanto o principal provedor de renda da família. A gravidez se deu de forma não planejada em 3 dos casos entrevistados, sendo que 4 descrevem a alegria como sentimento em relação a gravidez, e 3 relataram ansiedade. Todos os entrevistados relataram possuir muito interesse em relação à gravidez da companheira e dar todo tipo de apoio nesse processo, incentivando a realização do pré-natal. Porém há um total desconhecimento da Lei nº 11.108/05 que garante às parturientes o direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do SUS, 4 entrevistados relataram o sentimento de segurança transmitido à companheira através da sua participação no pré-natal, e 1 refere ser papel do homem/pai. As políticas públicas realizadas no Brasil, tais como a Lei nº 11.108/05, são triunfos que possibilitam um novo olhar para as relações sociais no núcleo familiar.