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Práticas não medicamentosas que promovem saúde: grupos comunitários

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Introdução: A promoção de saúde pode ser entendida como um processo de capacitação de indivíduos e comunidades para atuarem na melhoria da sua qualidade de vida. Tem-se uma co-responsabilização e um processo de empoderamento do indivíduo quanto ao seu próprio bem-estar. Dentre as possíveis formas de promoção de saúde, pode-se citar os fenômenos grupais, onde há construção de ambientes de troca essenciais para a integração comunitária e o fortalecimento do vínculo dos indivíduos com a ESF. Objetivo: Analisar os resultados de atividades em grupo realizadas em APS, observando-se as contribuições dessas atividades enquanto formas de promover saúde. Metodologia: Revisão de literatura, com busca eletrônica nas bases de dados Scielo, LILACS e Medline, entre 2010-2017, em português/inglês. Resultados: Observou-se que os grupos constituem espaços em que a equipe busca, no relacionamento interpessoal, promover a retomada do indivíduo em seu espaço social e em autocuidado, desenvolver a reabilitação de agravos, a adesão de cuidado e a terapêutica. Para que estas reuniões sejam exitosas, a equipe multiprofissional deve atuar como facilitadora no intercâmbio de informações e conhecimentos, para que as ações desenvolvidas nos grupos estimulem mudanças de hábitos e comportamentos dos participantes. Os grupos influem favoravelmente no processo saúde-doença de forma que o indivíduo melhora sua qualidade de vida, consequente ao estímulo promovido pela socialização, reciprocidade e confiança. Possibilitam, ainda, a aproximação à equipe e facilitam ações da educação em saúde, o que direciona o planejamento voltado às necessidades do seu público-alvo. Conclusão: As ferramentas oferecidas em grupo conseguem ir além da própria educação em saúde. Elas propiciam o empoderamento e autonomia da pessoa em sua comunidade, além de construir e manter vínculos efetivos com a equipe. Espaços de reflexão, informação, incentivo/construção de conhecimentos, os grupos comunitários convergem para integralidade do cuidado à pessoa, sua família e comunidade.