82295

Perfis Epidemiológicos de comunidades adstritas a unidades básicas de saúde - Olinda-PE

Favoritar este trabalho

O processo saúde-doença não é resultado apenas do estado biológico de um indivíduo, mas sofre influência da ação e da consciência coletiva. A reprodução social considera o contexto de vida, no qual o sujeito está inserido para compreender os perfis epidemiológicos e sua determinação social. O objetivo do estudo foi analisar e comparar o perfil epidemiológico de famílias residentes em duas comunidades adstritas às Unidades de Saúde da Família (USF) do município de Olinda-PE.Trata-se de um estudo exploratório, quali-quantitativo e transversal. Os dados foram coletados através da aplicação de um questionário, por alunos de Medicina, em duas USFs, nas comunidades de Bonsucesso e Peixinhos, a 42 pessoas, das quais 24 pertencem à comunidade de Bonsucesso e 18 à de Peixinhos. Possuíam idade a partir de 21 anos e predomínio do sexo feminino. As taxas de escolaridade das duas comunidades foram próximas; a maioria estudou até o ensino médio.Com relação à renda familiar, Bonsucesso apresentou um menor percentual de pessoas que recebem até dois salários mínimos. Os agravos mais citados foram: Hipertensão, Diabetes, Depressão e Dependência do Álcool. Constatou-se um predomínio da Hipertensão, com 64,7% na comunidade de Bonsucesso e 24% em Peixinhos. Referente à rede de saneamento, observou-se a preponderância de abastecimento de água tratada em ambas as Comunidades e presença de água captada de poço (16,6%) em Peixinhos. Verificou-se com mais frequência a coleta regular de lixo, embora a presença de lixo em céu aberto foi encontrada.O presente trabalho contribuiu para a melhor caracterização do perfil epidemiológico dos usuários de comunidades do município de Olinda ao revelar sua diversidade através dos determinantes sociais. Dessa maneira, mostra-se a necessidade de superar o modelo biomédico, centrado na doença e não nos contextos de vida, que influenciam o processo de adoecimento.