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Perfil epidemiológico de quedas em idosos em ESF em Cuiabá-MT

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Introdução: Quedas e suas consequentes lesões possuem grande impacto social, estimando-se que até 50% dos pacientes com fratura de fêmur morrem em 1 ano após o evento. Associação da redução de massa e força muscular resulta em maior risco de quedas, hospitalizações, dependência, institucionalizações, piora da qualidade de vida e mortalidade. A circunferência da panturrilha (CP) é considerada um indicador sensível de alterações musculares no idoso, sendo adequada a medida ≥ 31 cm. Objetivo: Estabelecer perfil epidemiológico de quedas em idosos cadastrados em Estratégia Saúde da Família (ESF) em Cuiabá- MT, identificar os de maior risco e orientar ações de prevenção. Método: Estudo transversal com idosos ≥ 60 anos, nos meses de julho e agosto de 2017 através de aplicação de questionário padronizado e medida da CP esquerda durante consultas e visitas domiciliares. Resultado e Discussão: Foram avaliados 67 idosos, a maioria mulheres (67,1%). Referiram queda 59,7% dos entrevistados, sendo 75% mulheres e 50% na faixa etária de 65 a 74 anos. Dos que sofreram queda 15% moram sozinhos, 32,5% em uso de polifarmácia e 12,5% apresentaram CP ≤ 31 cm. Após o evento, 30% realizaram medida para prevenção de novas quedas, 67,5% possuem medo de cair novamente e apenas 10% usam instrumento para auxílio da marcha. 47,5% das quedas ocorreram em domicilio, principalmente em degraus e varandas. Fraturas ocorreram em 27,5%, predominando pés e fêmur, com necessidade de cirurgia em 45,4% dos pacientes. Todos foram orientados sobre medidas de prevenção de quedas e suas complicações. Conclusão: Mulheres caem mais, sendo o domicílio o local mais frequente. Não houve associação relevante entre a CP e risco de quedas. Esse risco aumenta com o avançar da idade, podendo ser prevenido por meio de aconselhamento dos idosos e seus cuidadores pela equipe ESF durante consultas, visitas e atividades de educação em saúde.