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Introdução: O pé diabético é uma patologia de diagnóstico clínico, baseado na presença de dois ou mais fatores como eritema, calor, dor, edema ou saída de secreção purulenta. Está associado ao aumento da morbi-mortalidade nos diabéticos.A incidência anual situa-se entre 2 e 4% e a prevalência de 4 a 10%. Os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento desta patologia incluem: neuropatia, doença vascular arterial e descontrole glicêmico. Objetivo: Analisar o perfil de pacientes com pé diabético no período de outubro de 2016 a julho de 2017 sob os cuidados de uma equipe de Saúde da Família (eSF) da Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil. Metodologia: Pesquisa quantitativa, realizada a partir de revisão de prontuário dos pacientes com pé diabético atendidos pela eSF estudada, no período descrito. Discussão: A eSF estudada atua no território desde outubro de 2016 e possui sob seus cuidados 2793 usuários, sendo 145 diabéticos (5,19%). Dez pacientes apresentaram pé diabético – 3 homens e 7 mulheres. Estes dados correspondem a uma prevalência de 0,35% entre a população adscrita e 6,89% entre os diabéticos. 70% dos pacientes apresentaram comorbidades associadas, sendo Hipertensão Arterial Sistêmica a mais destacada (60%). Metade era insulino-dependente e a maioria apresentava dificuldade na adesão ao tratamento. No período de estudo, 40% dos pacientes evoluíram para amputação (66,6% dos homens e 28,5% das mulheres). Conclusão: Os resultados evidenciam uma prevalência de pé diabético nesta eSF equivalente aos dados disponíveis na literatura. Notou-se que mulheres tiveram maior ocorrência da patologia, enquanto homens apresentaram pior prognóstico (amputação). Foi notório o descontrole glicêmico na maior parte dos pacientes. Estes resultados apontam para necessidade de abordagem centrada no paciente visando controle glicêmico e das comorbidades.