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Introdução: A medicina centrada na pessoa tem grande relevância no que diz respeito à consolidação do vínculo na Atenção Primária à Saúde e na promoção do cuidado integral em saúde. Objetivos: Relatar o ponto de vista de uma acadêmica durante a vivência de férias do Programa de Educação para o Trabalho para a Saúde (PET) sobre o Método Clínico Centrado na Pessoa (MCCP). Metodologia ou descrição da experiência: Uma aluna do curso de medicina em Uberaba (MG) frequentou uma Unidade de Saúde durante o mês de julho de 2017 através do PET-Saúde/GraduaSUS. Além de realizar visitas domiciliares, observar procedimentos, participar de educação continuada, acompanhou consultas com o médico da equipe. Tendo frequentado outra equipe de saúde anteriormente, a acadêmica sentiu extrema diferença ao observar consultas centradas na doença e àquelas centradas na pessoa realizadas pelo médico da equipe atual. Ao conversar com as pessoas atendidas pelo primeiro profissional, obteve falas não muito seguras, semblantes carregados e frases como: “fico meio com medo de falar as coisas que sinto com ele... ele quase não deixa a gente falar”, “ele fez uma receita com um monte de remédios, mas nem olhou no meu olho”. Já aqueles atendidos pelo segundo profissional, pareciam mais calmos e diziam: “só de conversar já estou melhor”, “esse médico parece meio psicólogo... deixa a gente falar, conversa, explica tudo”. Discussão: Observou-se a grande importância de fazer com que os acadêmicos sintam e entendam a importância da construção e da manutenção do vínculo, através do MCCP. Conclusão: A consulta centrada na pessoa estabelece relações de cooperação, entendimento e respeito, deixando os pacientes mais confiantes no tratamento e mais propensos ao autocuidado. Inserir as habilidades de comunicação desde o primeiro período da graduação, na teoria e prática, permite ao aluno perceber que o diagnóstico nosológico isolado não gera cuidado integral.