81256

Os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSi) e a Atenção Primária

Favoritar este trabalho

Introdução: Os Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSi) são instrumentos para assistência de crianças e adolescentes com transtornos psiquiátricos e/ou uso abusivo de drogas e álcool. Os CAPS surgiram no Brasil no fim dos anos 1980, após um intenso movimento social e político denominado Reforma Psiquiátrica, que objetivava modificar o sistema hospitalocêntrico manicomial, que tinha um caráter segregatório e normalizador, para um modelo de base territorial e comunitária, que provesse uma atenção mais humanizada e inclusiva. Por ser um serviço de implementação e regularização recente, os CAPS, especialmente os CAPSi, ainda são pouco estudados e conhecidos. Objetivo: Caracterizar um CAPSi do tipo III de Curitiba, descrevendo sua carteira de serviços e a rede no qual está inserido. Metodologia: O presente estudo classifica-se como observacional e de análise documental, pois baseia-se na análise de dados provenientes de bases públicas, na análise do conteúdo de protocolos e leis de regulamentação dos CAPS, especialmente os CAPSi. Discussão: Percebeu-se que o CAPSi tem uma carteira de serviços diferenciada, que conta, de modo geral, com mais atividades do que os CAPS destinados a adultos, porém não existe uma legislação específica que regulamente o CAPSi III e particularize o cuidado a população infanto-juvenil. Evidenciou-se que o CAPSi apresenta um bom funcionamento em rede, articulado com a Atenção Primária, porém encontra dificuldades no matriciamento e que seus protocolos assistenciais contemplam a Clínica Ampliada. Conclusão: O CAPSi não deve ser um centro, mas sim um articulador da rede de cuidados, que deve manter um estreito relacionamento com áreas diversas como: educação, assistência social e equipamentos de saúde, especialmente de Atenção Primária. Conclui-se, ainda, que são necessários mais estudos acerca do CAPSi, que valorizem sua diferenciada carteira de serviços e que subsidiem a construção de novas políticas públicas que supram as necessidades deste tipo particular de equipamento assistencial.