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Orientação e qualidade da Atenção Primária à Saúde Pública em Pelotas/RS

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Introdução: a Atenção Primária à Saúde (APS) pode representar até 85% de resolutividade do atendimento em saúde e deve ser provido o mais próximo possível do local onde as pessoas vivem e trabalham, constituindo-se no primeiro elemento de um processo de atenção continuada à saúde. Objetivo: este estudo tem como objetivo contextualizar o Sistema de Saúde e Atenção Primária de Saúde (APS) do município de Pelotas, no Rio Grande do Sul, bom como caracterizar os seus gestores e a estrutura da Atenção Básica para demonstrar e discutir a presença e a extensão dos atributos de Orientação que qualificam a APS. Método: realizou-se um estudo transversal utilizando Primary Care Assessment Tool (PCATOOL) segundo o modelo de atenção, aplicado aos 50 Gestores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) no segundo semestre de 2015, respeitando-se os aspectos éticos. Discussão: o Sistema de Saúde do município está estruturado a partir de um modelo hierárquico por níveis de complexidade crescente e as UBS têm Orientação em APS. No entanto, estratificadas por modelo de atenção, somente as que trabalhavam com a Estratégia de Saúde da Família (ESF) estavam orientadas. Conclusão: identificou-se nesta pesquisa que o modelo de ESF traz melhorias inerentes à sua implantação que demandam uma reestruturação interna das UBS e, consequentemente, das equipes de trabalho. Explicita-se críticas quanto ao escore acesso e à perda de algumas dimensões importantes qualitativas da organização e do serviço, da assistência prestada aos usuários e ter orientação em APS não é garantia de qualidade.