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O rural não é um urbano distante

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Introdução. O preparo da equipe de saúde para ir a zona rural é muito mais complexo do que em zona urbana, no entanto essa diferença tem sido negligenciada pelos gestores, se a própria definição do que é rural dentro dos municípios tem sido reduzida ao que não é considerado urbano, a falta de visibilidade para a ações nessas áreas não só dificulta o acesso mas tende a reduzir a qualidade do mesmo. Objetivo: O objetivo dessa apresentação e mostrar os vários aspectos relevantes para que a organização e estrutura do serviço de saúde em área rural seja adequado, afim de que o acesso à saúde seja amplo e eficaz nesses cenários. Metodologia. Foram utilizados dados colhidos de parte da pesquisa qualitativa denominada: Saúde rural: a organização, práticas assistenciais e participação popular na saúde das comunidades rurais, remanescentes de quilombos e comunidades caiçaras do Vale do Ribeira – SP, aprovada pelo cep sob o número 15252713.1.0000.0065. A partir de estudos de casos múltiplos, foram realizadas 22 entrevistas e 15 grupos focais um total 84 pessoas ouvidas. Destas, 13 eram gestores, 46 trabalhadores e 25 usuários de 12 municípios incluídos na pesquisa, além disso foram levantados dados históricos e de indicadores de qualidade da atenção básica. Discussão/Conclusão: Em termos de organização dos serviços, observou-se que as equipes rurais em sua totalidade não possuem gestão específica para as áreas rurais. As equipes, em sua maioria se desdobram em vários locais de atendimento com distâncias variadas entre eles, têm estrutura de atendimento ainda aguardando melhorias nas bases oficiais e complementares (pior nas bases complementares, locais de atendimento não cadastrados no CNES), além disso, em sua maioria, não possuem dispensação de medicamentos ou realizam atendimentos de urgência e emergência, limitando-se a ações programáticas perdendo o caráter da integralidade do cuidado.