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O papel do médico de família no processo de morte

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1 INTRODUÇÃO O impulso deste trabalho surgiu com a leitura de pesquisas da Economist Intelligence Unit (EIU), que apontam o Brasil como um dos piores países para morrer (EIU, 2016). Diante da dificuldade do sistema educacional em transformar-se rapidamente no sentido de capacitar profissionais (Moran, 2007) evidencia-se o questionamento sobre o médico ideal a especializar-se no enfrentamento da morte, além do paliativista tradicional. 2 OBJETIVOS O objetivo foi reunir informações relacionadas às atribuições do médico de família no processo de morte, apontando a Medicina Geral de Família e Comunidade (MGFC) como especialidade ideal para estudo do fenômeno. 3 METODOLOGIA Levantamento bibliográfico em bases de dados (EIU; PUBMED; SCIELOSP), portais de organizações (SBGGSP; CFM) e instituições interessadas no assunto (IBES; IN), textos e livros de autores na área (NULAND, 1995; GAWANDE, 2015). 4 DISCUSSÃO O médico de família, além de identificar doenças em estágios iniciais, é capaz de vincular-se aos pacientes (CNRM). Desse modo, levanta-se a questão: o enfrentamento da morte, algo extremamente pessoal e intransferível (Gawande, 2015), não seria melhor apresentado aos pacientes por esses médicos com os quais já possuem vínculo, em detrimento do intensivista, oncologista, cirurgião, entre outros que acabara de conhecer em um leito de UTI? 5 CONCLUSÃO Nuland (1995) afirma: “A inevitabilidade da vitória final da natureza era esperada e aceita em gerações anteriores à nossa. Os médicos estavam mais dispostos a reconhecer os sinais da derrota e aceita-los com menos arrogância”. Assim, é necessário mudar essa mentalidade dos profissionais com a implantação do estudo da morte nos cursos da área da saúde. Porém, como toda grande alteração no ensino demanda tempo (Moran, 2007), faz-se urgente uma medida em menor escala: a inserção do estudo da morte no currículo da residência em MGFC de forma incisiva, e não apenas como parte de outras disciplinas.