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O médico de família e o manejo das síndromes funcionais

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Introdução: Muitas vezes chamado de “sintomas sem explicação médica”, “síndromes funcionais somáticas”, “somatizações” ou “transtornos somatoformes”, o fenômeno da dor crônica sem lesões orgânicas demonstráveis é um grande desafio para a medicina moderna. Apesar de pertencerem ao campo de estudo da psiquiatria e várias especialidades médicas apresentarem seus modelos de cuidado, o médico de família e comunidade (MFC) como especialista em APS apresenta-se como porta de entrada ideal para esses indivíduos. Objetivos: Levantar na literatura os conceitos que expliquem o fenômeno das síndromes funcionais e as habilidades a serem desenvolvidas para um melhor manejo terapêutico; orientar a equipe de APS como se organizar em torno de um Projeto Terapêutico Singular. Metodologia e Resultados: Foi realizado revisão bibliográfica em artigos e livros publicados entre 1955 e 2017 e 37 artigos tratando sobre definições, nomenclatura, epidemiologia, critérios diagnósticos e terapêuticas foram selecionados. Discussão: O uso do Método Clínico Centrado na Pessoa permite ao médico de família e comunidade ser mais resolutivo e ter uma melhor relação médico-paciente com os indivíduos “somatizadores”, sentir-se sobrecarregado, entretanto, costuma ser uma queixa comum. A consulta de enfermagem, o apoio matricial do psiquiatra e a construção de um PTS em conjunto com a equipe multiprofissional amparam a ação do MFC e oferecem ainda melhor qualidade no atendimento a essas pessoas. Conclusão: O MFC utilizando os antidepressivos adequados, tendo a postura acessível de toda a equipe de APS e o apoio matricial dos profissionais de saúde mental é o profissional médico mais adequado e melhor custo-efetivo para acompanhar indivíduos com transtornos somatoformes.