Método clínico centrado na pessoa no contexto de médicos da Atenção Básica
Introdução: Ter a pessoa como centro do cuidado refere-se a ver o indivíduo quanto a sua capacidade para coparticipação no processo de cuidado com a saúde. Buscou-se, por meio desta pesquisa apreender o conceito de cuidado centrado na pessoa e sua aplicabilidade na prática cotidiana de médicos de equipes da estratégia saúde da família, a partir da inquietação sobre se os fundamentos e as práticas de tal cuidado estão presentes no cotidiano das referidas equipes. Objetivo: O objetivo do estudo foi apreender o conceito de cuidado centrado na pessoa e sua aplicabilidade na prática cotidiana de médicos de equipes da estratégia saúde da família. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória com abordagem qualitativa, realizada junto a médicos de três Unidades Básicas de Saúde, em Maringá, Paraná, totalizando seis médicos atuantes nas equipes participantes do presente estudo. Realizou-se entrevistas previamente agendadas com os colaboradores, utilizando instrumento semiestruturado comporto por caracterização dos participantes e questões norteadoras baseadas nos pressupostos do método clínico centrado na pessoa. As mesmas foram gravadas, transcritas e submetidas à análise de conteúdo temática. Discussão: mediante os relatos obtidos através das entrevistas acerca do entendimento e aplicabilidade do método clínico centrado na pessoa, foi possível observar duas unidades temáticas: Compreensão do conceito e percepções do cuidado centrado na pessoa; e Operacionalização do cuidado centrado na pessoa no contexto de equipes de saúde da família. Considerações finais: Pode-se constatar que a compreensão e a operacionalização do cuidado centrado na pessoa pelos profissionais são satisfatórias, sendo sua aplicabilidade vislumbrada por todos os médicos entrevistados. Ademais, para os colaboradores do estudo, quando o paciente exerce influência na execução do processo de cuidado, sendo suas experiências e conhecimentos considerados relevantes, favorece uma relação intensificada positivamente entre médicos e pessoas.