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INTRODUÇÃO: A territorialização resulta do entendimento das contradições sociais sob a tríade economia, política e cultura, consolidando a apropriação (sentido material) e o empoderamento (sentido simbólico) do território. É um processo contínuo, relacionado ao esquadrinhamento, entendimento e problematização do território vivo, portanto dinâmico. OBJETIVO: apresentar a experiência da construção coletiva de um mapa vivo coordenado por alunos do internato em saúde coletiva do curso de medicina da Universidade Federal do Maranhão. MÉTODOS: Foi obtido um mapa do arruamento da área adscrita ao Centro de Saúde da Vila Embratel (CSVE), localizado na cidade de São Luís – Maranhão, junto ao Laboratório de Geoprocessamento e Análises Espaciais da Universidade Federal do Maranhão (GEOPRO - UFMA), este mapa foi inicialmente impresso e ajustado em conjunto aos Agentes Comunitários de Saúde através de oficinas de planejamento e acordo com seus conhecimentos sobre as microáreas cobertas pelas quatro equipes de Estratégia de Saúde da Família que atuam no território referido. Após o ajuste geográfico, seguiu – se a etapa de identificação de áreas específicas de vulnerabilidade. Para isso, realizou – se oficina formativa com as equipes e optou-se pelo uso da escala de vulnerabilidade de Coelho & Savassi de 2004, modificada com acréscimo de critérios referentes à violência urbana e doméstica. DISCUSSÃO: Durante a intervenção emergiu um paradigma a ser superado: a forte presença de um contexto social marcado por violência urbana e doméstica, e o poder paralelo relacionado ao tráfico de drogas, o que motivou a alteração da escala de vulnerabilidade, acrescentando-se a violência em suas diferentes formas evidentes no território. CONCLUSÃO: O projeto de intervenção trouxe os profissionais de saúde para o protagonismo da territorialização em um contexto em que a atenção primaria é reordenadora do sistema de saúde. Além de aproximar diversos setores da Universidade na construção.